Centrais promovem ato em Memória das Vítimas de Acidente de Trabalho
O Fórum das Centrais Sindicais, composto pela CTB, CUT, CGTB. Força, NCST e UGT, vai promover uma série de atividades em alusão ao Dia 28 de abril - Dia Mundial das Vítimas de Acidente de Trabalho.
A
primeira atividade acontece nesta terça-feira (26), a partir das 9h, no
Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro, durante a abertura
do 3º Congresso Brasileiro de Perícias Médicas. Ainda farão parte do
calendário de atividade representantes das centrais com o ministério da
Previdência Social.
A
celebração do Dia 28 de abril, surgiu no Canadá, por iniciativa do
movimento sindical, como protesto às mortes e doenças causadas pelo
trabalho. A data foi escolhida em alusão ao dia 28 de abril de 1969,
quando a explosão de uma mina nos Estados Unidos matou 78 trabalhadores.
Encampando
essa luta, mas com foco na prevenção, a Organização Internacional do
Trabalho instituiu em 2003 o 28 de abril como o Dia Mundial de Segurança
e Saúde no Trabalho. Em todo o mundo, anualmente, cerca de dois milhões
de trabalhadores perdem suas vidas no trabalho. São 5 mil mortes por
dia, três vidas perdidas a cada minuto, aproximadamente o dobro das
baixas ocasionadas pelas guerras e mais do que as perdas provocadas pela
Aids. Doze mil das vítimas são crianças.
No
Brasil, a data foi instituída como o Dia Nacional em Memória das
Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho em maio de 2005, pela Lei nº
11.121. Em todo o mundo, milhões de trabalhadores se acidentam e
centenas de milhares morrem no exercício do trabalho a cada ano. No
Brasil, os números também são impressionantes.
O
Anuário Estatístico da Previdência Social no ano de 2004 registrou
465.700 acidentes de trabalho no país. Em 2005 o número chegou a
499.680, em 2006 a 503.890 e, em 2007, (última publicação) o número
atingiu 653.090 casos, 27,5% a mais em relação ao ano anterior,
registrando 2.708 mortes e 8.504 casos de invalidez permanente. Os dados
estatísticos se referem apenas aos trabalhadores(as) do setor privado e
CLTs. Estão fora das estatísticas da Previdência Social os servidores
públicos estatutários e trabalhadores da economia informal.
Segundo
estimativas da OIT, ocorrem anualmente no mundo cerca de 270 milhões de
acidentes de trabalho, além de aproximadamente 160 milhões de casos de
doenças ocupacionais. Essas ocorrências chegam a comprometer 4% do PIB
mundial. Cada acidente ou doença representa, em média, a perda de quatro
dias de trabalho. Dos trabalhadores mortos, 22 mil são crianças,
vítimas do trabalho infantil. Ainda segundo a OIT, todos os dias morrem,
em média, cinco mil trabalhadores devido a acidentes ou doenças
relacionadas ao trabalho.
