Centrais promovem atos nas capitais em defesa dos direitos
Trabalhadores do Rio Grande do Norte, Sergipe, Bahia, Minas Gerais e Pernambuco, entre outros estados, confirmaram participação na jornada de lutas em defesa dos direitos sociais e trabalhistas que acontece nesta sexta-feira (25) em todo o país. Sob a iniciativa das centrais sindicais, os atos denunciam medidas de Temer que ameaçam deixar a população desassistida como as reformas da previdência social e trabalhista e a proposta de emenda constitucional que congela gastos públicos por 20 anos.

CTB
Na opinião de dirigentes da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) a unidade das entidades que representam os trabalhadores é fundamental no cenário atual. De acordo com os sindicalistas, a resistência nas ruas vai criar o caldo para impedir o desmonte das políticas sociais e conquistas históricas.
Contra o retrocesso
O vice-presidente da CTB em Minas Gerais (CTB-MG), José Antônio Lacerda, o Jota, defendeu a combinação de unidade e resistência nas ruas. “Somente a mobilização e a unidade vão barrar o avanço desse governo golpista”.
No Rio Grande do Norte, o presidente da CTB-RN, Moacir Soares, divulgou um vídeo convocando a classe trabalhadora do Estado. "Nós nos contrapomos a todo o retrocesso implementado pelo governo federal. Sabemos que há uma disputa muito grande entre capital e trabalho. E nós temos lado. O lado de quem sofridamente conseguiu avançar e vê hoje seus direitos sendo jogados na lata do lixo", afirmou.
"Essa PEC (55) é um enorme retrocesso para o movimento sindical e para a sociedade brasileira. Um retrocesso que vai atingir as futuras gerações", avaliou Edival Góes, presidente da CTB Sergipe (CTB-SE). A PEC 55, proposta por Michel Temer e tramitando no Senado Federal após ser aprovada na Câmara, congela as despesas primárias por 20 anos, cortando gastos com saúde e educação, que vivem em situação de subfinanciamento.
PEC da maldade
A PEC prejudicará a política de valorização do salário mínimo, resultado da reivindicação unitárias das centrais e concretizada nos governos dos presidentes Lula e Dilma. Nos últimos 13 anos, houve um incremento no salário mínimo o que trouxe um efeito positivo para a economia, principalmente nos municípios que dependem da renda dos aposentados.
"A PEC da maldade deixará de fazer essa correção e isso vai afetar diretamente a economia brasileira. Nós não acreditamos que os juros e os investimentos na Bolsa de Valores consigam segurar esse crescimento econômico que só ocorre quando há valorização do trabalho", assegurou Edival.
“Reforçamos que é muito importante, que todos os sindicatos participem das atividades deste dia de luta. Precisamos ocupar as ruas e manter ativa a luta contra as ameaças de retirada de direitos, que está em curso no país. Só a mobilização da classe trabalhadora e dos movimentos sociais será capaz de barrar o desmonte do estado e a precarização das relações de trabalho no país”, ressalta o presidente da CTB Bahia (CTB-Ba), Aurino Pedreira.
Paralisações
Em Pernambuco, os dirigentes podem realizar também paralisações além da marcha que sairá da praça do Derby e caminhará até o centro da capital. O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Carlos Veras, acredita que existem outros interesses por trás da aprovação da PEC 55.
"O congelamento dos investimentos cria um caos nos serviços públicos. O que está por trás disso é a privatização da saúde, da educação e das previdências", afirmou. Ele também disse que a mobilização será em conjunto com todas as categorias no Estado. "Iremos parar Pernambuco do sertão ao litoral", falou.
Vermelho
