Centrais sindicais e governo não chegam a acordo sobre reajuste do mínimo
Estavam presentes membros da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), União Geral dos Trabalhadores (UGT) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).Os representantes dos trabalhadores defendem a manutenção dos critérios estabelecidos na política de valorização do salário mínino até 2023, da forma como foi negociada como o governo em 2006.
O reajuste do próximo ano, porém, seria tratado como uma excepcionalidade, sendo descartada qualquer possibilidade de "compensar" o reajuste de 2011 com uma redução sobre o que poderia ser aplicado em 2012.
Pela fórmula acordada em 2006, não haveria aumento real no valor em janeiro, porque em 2009 o Produto Interno Bruto (PIB) não cresceu, devido à crise de 2008. Apenas a inflação medida pelo Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC) do ano seria aplicada sobre os atuais R$ 510.
Os sindicalistas consideram a medida insuficiente, argumentando que o ritmo de crescimento da economia permite chegar R$ 580, levando-se em conta o fato de que a maior parte das categorias tiveram reajustes acima da inflação durante este ano - como metalúrgicos, bancários e químicos, entre outros.
As centrais estão unidas em torno de uma pauta de quatro itens: além do valor de R$ 580, a manutenção da atual política de valorização do mínimo; a discussão sobre o reajuste aos aposentados que ganham mais de um salário e que ficariam sem aumento real até este ano; e a discussão sobre a correção da tabela do imposto de renda.
Para esses pontos, as centrais não apresentaram números, mas querem discutir um conceito que seja duradouro. A expectativa dos sindicalistas é de que obtenham uma resposta formalizada para os pontos reivindicados até 1 º de janeiro. A reunião, que durou cerca de duas horas, foi realizada no escritório da Presidência da República em São Paulo.
Transição e eleição - Os sindicalistas não tiveram nenhum contato até o momento com a equipe de transição da presidente eleita Dilma Rousseff. A expectativa é que seja mantida a mesa de negociações com o futuro governo como espaço de discussão contínua no próximo governo.
Fonte: Anselmo Massad, Rede Brasil Atual
