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Centrais sindicais protestam contra manutenção da Selic

As centrais sindicais criticaram nesta quarta-feira a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de manter a taxa básica de juros, a Selic, em 8,75% ao ano.

"O Comitê de Política Monetária perdeu a oportunidade de acelerar o nosso crescimento econômico e tirar do Brasil o título de recordista mundial em juros", afirma em nota Ricardo Patah, presidente nacional da UGT (União Geral dos Trabalhadores).

A Força Sindical classificou a decisão de "perversidade com os trabalhadores". "O termômetro dos tecnocratas do Banco Central tem se mostrado extremamente frio com o setor produtivo, que gera emprego e renda, mas apresenta uma temperatura muito agradável para os especuladores", diz Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, presidente da entidade, em nota.

As centrais afirmam que os juros neste patamar prejudicam os investimentos e a expansão do setor industrial no país. "Esta decisão está em descompasso com a perspectiva de um crescimento expressivo da economia brasileira", diz a Força.

As duas entidades citaram a liderança do Brasil em juros reais, classificada como "triste" pela Força Sindical.

O Copom manteve pela quinta reunião consecutiva a taxa em 8,75% ao ano --a taxa mais baixa da história. A decisão, porém, dividiu o Comitê. Cinco votaram pela manutenção da taxa e três queriam aumento de 0,5 ponto percentual.

"O comitê irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária", afirma nota divulgada após a reunião 

*Folha de São Paulo
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