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Cheque especial na liderança dos juros

Uma das principais fontes de lucro dos bancos, o cheque especial acaba de se tornar a modalidade de crédito com os maiores juros do sistema financeiro brasileiro. A taxa média cobrada de pessoas físicas chegou a 311,9% ao ano em maio, conforme dados divulgados na quarta-feira (27/6), pelo Banco Central. A taxa média é maior do que a do rotativo do cartão, que ficou em 303,6% no período.

A maioria dos consumidores que recorrem ao cheque especial, no entanto, desconhece o custo desse tipo de empréstimo. Uma pesquisa realizada pelo SPC Brasil, mostra que 17% dos consumidores precisaram recorrer ao limite do banco pelo menos uma vez no último ano. Desses, 63% desconheciam as taxas e os juros cobrados pelas instituições sobre esse financiamento.

Ao todo, os brasileiros devem cerca de R$ 24 bilhões no cheque especial, segundo os dados mais recentes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), divulgados em abril. O valor médio é de R$ 900.

O efeito "bola de neve", no entanto, faz com que essa dívida se multiplique rapidamente. Um empréstimo de R$ 1 mil feito na modalidade de cheque especial vira R$ 4.119 depois de um ano. No crédito pessoal, seria R$ 1.392 no mesmo período.

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