CMS é linha de frente das mudanças sociais do país
Junho de 2010 esta sendo um mês que,
nitidamente, ficará marcado na história do sindicalismo do país e,
principalmente, dos movimentos sociais.
Com a realização da Assembléia Nacional dos Movimentos Sociais e da Conclat, respectivamente, 31 de maio e 1º de junho, a sociedade brasileira elaborou projetos que definem as propostas exigidas pela população para que o país continue a crescer, mas com o fortalecimento de políticas públicas de ampliação e manutenção dos direitos para a população.
Neste sentido, o secretário de políticas sociais da CTB, Carlos Rogério de Carvalho Nunes conversou com o Portal da CTB sobre o protagonismo dos Movimentos Sociais na defesa dos direitos sociais e como o fortalecimento da CMS amplia a luta em defesa da população. Acompanhe a entrevista:
Portal CTB - Qual o papel dos movimentos sociais na ampliação dos direitos da população brasileira?
Rogério - Os movimentos sociais assumem um papel importante na luta política da sociedade brasileira. Com seu acúmulo de lutas, sua amplitude política e a unidade que prega entre seus componentes, os movimentos sociais, capitaneado pela Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), fundada em 2003 que foi fruto da experiência do Fórum Nacional de Lutas contra a implantação do neoliberalismo, evento do final dos anos 90. A CMS assume o protagonismo de mudança na sociedade brasileira, principalmente nos paradigmas conservadores da área econômica do governo federal.
Foram essas organizações que atuaram de forma decisiva na conjuntura política dos últimos 20 anos, e continuam atuando até hoje. Desde que os setores populares se organizaram e se mobilizaram ao longo desse período foram produzidas diversas lutas em defesa dos direitos do povo e dos trabalhadores e, consequentemente, essa ação gerou o aumento dos direitos para a população.
Portal CTB - O neoliberalismo impulsionou o surgimento de novas organizações sociais?
Rogério - Acredito que o surgimento não, mas este sombrio período serviu para unir os movimentos já existentes e, objetivamente, o surgimento de outros, pois os movimentos sociais se pautavam na luta de resistência contra o projeto neoliberal efetivado no governo de Fernando Henrique Cardoso. Época em que os direitos sociais e os direitos dos trabalhadores foram retirados.
Portal CTB - O que as eleições presidenciais de 2002 influenciaram para os movimentos sociais?
Rogério - Efetivamente, a vitória de um metalúrgico na corrida presidência da república significou uma nova conjuntura política que se iniciava no Brasil. A CMS, nessa conjuntura, aglutina até hoje amplos e diversos setores populares da sociedade brasileira: sindical, estudantil, sem terra, pastorais sociais, movimento comunitário, entre tantos outros.
A experiência da CMS está sendo importante na conjuntura política, social e econômica brasileira. Sua ênfase é na defesa dos direitos do povo. O ápice da atuação da CMS foi a realização, no último dia 31 de maio desse ano, da Assembléia Nacional dos Movimentos Sociais em São Paulo. A plenária final contou com a participação de 3 mil militantes dos movimentos sociais populares de 20 estados brasileiros.
Portal CTB - O objetivo principal da Assembléia dos Movimentos Sociais foi aprovar um “Projeto Nacional e Popular dos Movimentos Sociais”. Essa nova conjuntura política, comentada por você, influenciou para a elaboração deste documento?
Rogério - Com certeza! Devido ao período anterior de implantação do neoliberalismo no Brasil, os direitos sociais e dos trabalhadores e trabalhadoras foram reduzidos. Hoje podemos discutir as mudanças que queremos para o Brasil e esse projeto propõe a defesa e manutenção dos atuais direitos da população, assim como na ampliação de mais direitos sociais.
Portal CTB - Você comentou que a CMS é protagonista das mudanças sociais do país, principalmente no que se refere ao conservadorismo da área econômica do Governo Federal, assim como em outras esferas de poder. Como os movimentos sociais podem ampliar a luta em defesa da população que e contra esse tradicionalismo que evidencia o poder e as elites conservadoras do Brasil?
Rogério - Nesse sentido faz-se necessário dar conseqüência ao processo de fortalecimentos da CMS, como esteio independente, amplo e plural dos setores populares organizados da sociedade brasileira.
Por Fábio Rogério Ramalho – Portal CTB
