Codefat aprova proposta do MTE e reduz "spread" dos bancos públicos
Perguntado se haverá mais cortes nas taxas de juros para linhas de crédito do Governo, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, disse que "ainda há carne, mas já estamos quase no osso".
Os conselheiros aprovaram em unanimidade a proposta do MTE que reduzirá em cerca de 30% o spread bancário para linhas de financiamento do Programa de Geração e Emprego e Renda (Proger).
O estudo foi uma iniciativa de Lupi, que criou uma comissão técnica do ministério para fazer o levantamento. Atualmente, os operadores cobram taxas efetivas entre 0,98% e 0,73% a.m., que poderão cair para entre 0,68% e 0,61% a.m., a menor praticada no país.
"Não é coerente assistirmos às quedas nas taxas de juros e nossas linhas de financiamento continuarem operando de forma abusiva. Quem perde é o trabalhador e nossa economia", disse o presidente do Codefat, Luiz Fernando Emediato.
Os bancos que operam as linhas terão 90 dias para se adequarem às novas normas.
"As novas taxas vão de 0,68% a 0,61% ao mês. Com isso, o Proger Professor (0,61% a.m.) torna-se a mais baixa taxa de juros praticada no Brasil", salientou o ministro.
Ele acrescentou que os empréstimos mais procurados são o Proger Urbano Investimento e o Proger Urbano Capital de Giro.
"Disponibilizamos R$ 1,9 bilhão este ano, dos quais R$ 1 bilhão já está nas mãos dos trabalhadores, em forma de empréstimos. A retirada média é de R$ 11,4 mil a empresas que têm, também em média, 6,7 empregados, 42% deles entre 20 e 24 anos", informou Lupi.
Sobre a liberação dos novos recursos para o Banco do Nordeste, a expectativa é que se cumpra uma demanda de empreendedores da região, que necessitam de empréstimos para fomentar suas produções. Os créditos podem chegar a até R$ 15 mil.
*Diap
