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Combater a sonegação acabaria com déficit em 2017

O déficit de contas primárias que o governo interino de Michel Temer espera para o próximo ano, de R$ 140 bilhões, poderia ser zerado com medidas de combate à sonegação e de tributação sobre os mais ricos. Não havendo a necessidade de jogar a conta para os trabalhadores, como já ameaçou a equipe econômica do governo, ao propor aumentos de impostos regressivos.

Dos R$ 539 bilhões sonegados no país por ano, 69% são relativos a impostos federais, o que perfaz uma sonegação de R$ 372 bilhões. Caso o governo tivesse a decisão política de buscar aparelhar a Receita para fazer esse combate, 25% desse montante seriam recuperáveis em 2017, o que poderia representar R$ 93 bilhões, reduzindo o déficit das conta primárias para R$ 47 bilhões.

Uma medida possível para fortalecer a receita, seria investir em equipamentos e recursos humanos. A lotação de auditores fiscais prevista em lei, é de 20.500 profissionais no país, mas só trabalham 10.500.

A sonegação no Brasil tem espaço para ser combatida. Ela é de 30% sobre o total arrecadado, um índice muito alto.

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