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Começa o VII Encontro Hemisférico de Luta contra os Tratados de Livre Comércio e pela Integração dos

Com a presença de representantes de redes continentais e organizações sociais de 31 países começou hoje (09), em Havana, o VII Encontro Hemisférico de Luta contra os Tratados de Livre Comércio e pela Integração dos Povos. A conferencia de abertura esteve a cargo de Osvaldo Martinez, diretor do Centro de Pesquisas da Economia Mundial e presidente do comitê organizador do evento. "Nesta ocasião iniciamos nosso trabalho com imagens de encontros anteriores que nos trazem a presença do companheiro Fidel, o criador e fundador deste evento, o mais ativo e entusiasta participante em nossos debates", disse.

Também falou mais adiante que "a derrota da Alca é um fato histórico do qual podemos nos sentir orgulhosos na parte de responsabilidade que nos corresponde, mas não é para festejar a vitória que nos reunimos aqui, e sim para enfrentar novos desafios e agruparmos para as batalhas atuais".

O orador analisou o contexto atual, no qual a Alca se transformou nos tratados de livre comércio que constituem acordos tão ou mais onerosos que a Alca mesmo. Também fez uma avaliação na situação econômica e financeira atual.

"Hoje se desenvolve nos Estados Unidos uma discussão intrascendente sobre se começou ou não a recessão econômica. Mais além de definições convencionais, a realidade indica que exista cerca de 2 milhões de famílias ameaçadas de serem despejadas de suas casas, que só em janeiro deste ano foram perdidos 232 mil empregos e o desemprego alcança já 5,1%, que a recessão e a inflação andam juntas porque a crise financeira coincide com a crise energética que mantém o preço do petróleo elevado, e que até agora se evaporou cerca de 1 bilhão de dólares em perdas financeiras". O avanço da globalização e a teia de interdependências que ela estabelece mostra que esta crise terá alcance global e cobrará um custo mais alto que qualquer uma das crises capitalistas anteriores.

Até o dia 11, haverá sessões de plenária para escutar e debater os conteúdos de sete painéis formados pelos temas mais relevantes dentro da agenda dos movimentos sociais de nosso continente.

Os painéis são: "Situação atual da estratégia neoliberal do livre comércio" , "Dívida e mecanismos financeiros de dominação" , "Em defesa da Humanidade", "Militarização, Leis anti-terroristas e criminalização do protesto", "Meio ambiente, mudança climática e defesa dos recursos naturais" , "Agrocombustível e Soberania alimentar" e "Alternativas"

Também os delegados escutarão intervenções especiais e será desenvolvida uma Assembléia de Movimentos Sociais, na qual será aprovada uma declaração final e um plano de ação continental.

A nota é da Campanha Continental contra a Alca

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