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Crise faz serviços perderem 2,4% de receita operacional

De acordo com a Pesquisa Anual de Serviços 2015, divulgada nesta sexta-feira (22/9) pelo IBGE, o setor de serviços não financeiros gerou no primeiro ano da crise, R$ 1,4 trilhão de receita operacional líquida, uma queda de 2,4% em relação ao ano anterior.

A perda foi puxada pelo desempenho do segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, onde a queda na receita alcançou 4,2%. Por outro lado, a receita operacional líquida das atividade de ensino continuado cresceu 8,7% em termos reais.

Segundo o IBGE, a atividade foi impulsionada pela deterioração no mercado de trabalho. O aumento do desemprego levou as pessoas a investirem mais em qualificação profissional.

Em 2015 o país tinha 1,287 milhão de empresas de serviços, que geraram R$ 856 bilhões de valor adicionado bruto. O setor empregava 12,7 milhões de pessoas, que receberam R$ 315 bilhões de salário, retirada e outras remunerações. O número de postos de trabalho, porém, recuou 2,3%, ou seja, 304.521 empregados foram demitidos.

O segmento Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio foi responsável pela maior parte da receita operacional líquida, uma fatia de 29,3%. Na análise por atividades, as empresas de telecomunicações foram as líderes na geração de receita, com 11,3% do total.

A ocupação média no setor de serviços foi de 10 pessoas por empresa. O segmento dos Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio concentrou as empresas de maior porte, com cerca de 14 pessoas ocupadas por empresa. Já os segmentos de atividades imobiliárias e de serviços de manutenção e reparação tinham a menor média de funcionários, de quatro ocupados por empresa.

Os trabalhadores do setor de serviços recebiam um salário médio mensal de R$ 1.911 em 2015. O resultado significa uma redução de 4,6% no rendimento médio mensal, já descontados os efeitos da inflação.

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