CTB e centrais sindicais pedem audiência com Lula para discutir crise
As centrais sindicais enviaram nesta quarta-feira (29-10) um pedido de audiência urgente com o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para discutir a crise internacional e seus reflexos no Brasil. Os sindicalistas levarão para a reunião um documento com sugestões de medidas sobre desenvolvimento e formas de amenizar o impacto da crise para os trabalhadores.
Desenvolvimento com valorização do trabalho
Na reunião do fórum das centrais realizada pela manhã na sede da CUT, representantes da CTB, Força Sindical, a CGTB, CUT, Nova Central e UGT também confirmaram a realização no próximo dia 3 de dezembro da 5ª Marcha em Brasília, com a bandeira do desenvolvimento com valorização do trabalho.
De acordo com Pascoal Carneiro, secretário geral da CTB que participou da reunião, a intenção das centrais sindicais é entregar o documento aos parlamentares e ao presidente Lula. O texto das centrais, que ainda está sendo elaborado, contemplará sugestões do movimento sindical para enfrentar a crise e reivindicações como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a aprovação da Convenção 151 da OIT - que trata sobre demissões imotivadas, da Convenção 158 - que trata sobre os direitos de negociação dos servidores públicos, a valorização do trabalho e manutenção dos investimentos em políticas sociais públicas.
A CTB e a crise
Na última reunião de sua direção executiva, realizada nos dias 16 e 17 de outubro, a CTB analisou a crise financeira global e aprovou uma nota em que conclama a unidade de ação das centrais e defende mudanças urgentes na política macroeconômica para proteger a economia nacional e o povo brasileiro dos efeitos perversos da crise capitalista. Leia abaixo trechos do documento:
"A classe trabalhadora deve se pronunciar numa só voz em defesa dos seus direitos e interesses, do crescimento econômico sustentável, do emprego, do desenvolvimento nacional com soberania e valorização do trabalho, rechaçando a dieta recessiva que os ideólogos neoliberais recomendam aos mais pobres (e não aos ricos) e exigindo que o capital financeiro, e não o povo trabalhador, pague a conta amarga da crise.
"A CTB considera que um outro caminho na abordagem da crise é possível, necessário e urgente. Neste sentido, defende:
1- Mudanças imediatas na política econômica, corte nas despesas com juros e o fim do superávit primário; redução dos juros; rigoroso controle sobre os fluxos de capitais estrangeiros; fim do câmbio flutuante;
2- Taxação das remessas de lucros e dividendos, que hoje constituem a principal causa do preocupante crescimento do déficit em conta corrente;
3- Aprofundar o processo de integração da América Latina: fortalecer o Mercosul, a ALBA (Alternativa Bolivariana para as Américas) e a Unasul; retirar as divisas das reservas aplicadas em títulos do governo Bush para investir na criação do Banco do Sul; caminhar na direção de uma moeda única sul-americana, excluindo o dólar no comércio entre os países da região;
4- Garantir preço mínimo, crédito subsidiado, refinanciamento da dívida e maior apoio ao agricultor familiar;
5- Ampliar os investimentos públicos com os recursos provenientes do fim do superávit primário e redução das taxas de juros que balizam a remuneração dos títulos públicos; priorizar gastos com infra-estrutura, reforma agrária e agricultura familiar, educação, saúde, cultura, esporte e servidores; fortalecer o mercado interno;
6- Reforçar a intervenção do Estado sobre a economia nacional e, em particular, submeter o ramo financeiro a rigoroso controle público;
7- Exigir do governo Lula um pronunciamento firme a favor de uma nova ordem econômica mundial, fraterna, solidária e justa;
8- Lutar por uma reforma tributária orientada pelo princípio da progressividade e justiça social, acabando com a renúncia fiscal para os bancos e taxando mais fortemente, grandes fortunas e propriedades, a especulação e o capital financeiro;
9- Propor a realização de uma audiência pública na Comissão de Trabalho da Câmara Federal sobre impactos e soluções para a crise;
10- Coibir as demissões e garantir maior estabilidade no emprego, ratificando a Convenção 158 da OIT;
11- Esclarecer a classe trabalhadora brasileira sobre a natureza e o caráter capitalista e neoliberal da crise, apontando o socialismo como a única saída definitiva e progressista para as crises do capitalismo e os males delas decorrentes."
Portal CTB com agências
Desenvolvimento com valorização do trabalho
Na reunião do fórum das centrais realizada pela manhã na sede da CUT, representantes da CTB, Força Sindical, a CGTB, CUT, Nova Central e UGT também confirmaram a realização no próximo dia 3 de dezembro da 5ª Marcha em Brasília, com a bandeira do desenvolvimento com valorização do trabalho.
De acordo com Pascoal Carneiro, secretário geral da CTB que participou da reunião, a intenção das centrais sindicais é entregar o documento aos parlamentares e ao presidente Lula. O texto das centrais, que ainda está sendo elaborado, contemplará sugestões do movimento sindical para enfrentar a crise e reivindicações como a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, a aprovação da Convenção 151 da OIT - que trata sobre demissões imotivadas, da Convenção 158 - que trata sobre os direitos de negociação dos servidores públicos, a valorização do trabalho e manutenção dos investimentos em políticas sociais públicas.
A CTB e a crise
Na última reunião de sua direção executiva, realizada nos dias 16 e 17 de outubro, a CTB analisou a crise financeira global e aprovou uma nota em que conclama a unidade de ação das centrais e defende mudanças urgentes na política macroeconômica para proteger a economia nacional e o povo brasileiro dos efeitos perversos da crise capitalista. Leia abaixo trechos do documento:
"A classe trabalhadora deve se pronunciar numa só voz em defesa dos seus direitos e interesses, do crescimento econômico sustentável, do emprego, do desenvolvimento nacional com soberania e valorização do trabalho, rechaçando a dieta recessiva que os ideólogos neoliberais recomendam aos mais pobres (e não aos ricos) e exigindo que o capital financeiro, e não o povo trabalhador, pague a conta amarga da crise.
"A CTB considera que um outro caminho na abordagem da crise é possível, necessário e urgente. Neste sentido, defende:
1- Mudanças imediatas na política econômica, corte nas despesas com juros e o fim do superávit primário; redução dos juros; rigoroso controle sobre os fluxos de capitais estrangeiros; fim do câmbio flutuante;
2- Taxação das remessas de lucros e dividendos, que hoje constituem a principal causa do preocupante crescimento do déficit em conta corrente;
3- Aprofundar o processo de integração da América Latina: fortalecer o Mercosul, a ALBA (Alternativa Bolivariana para as Américas) e a Unasul; retirar as divisas das reservas aplicadas em títulos do governo Bush para investir na criação do Banco do Sul; caminhar na direção de uma moeda única sul-americana, excluindo o dólar no comércio entre os países da região;
4- Garantir preço mínimo, crédito subsidiado, refinanciamento da dívida e maior apoio ao agricultor familiar;
5- Ampliar os investimentos públicos com os recursos provenientes do fim do superávit primário e redução das taxas de juros que balizam a remuneração dos títulos públicos; priorizar gastos com infra-estrutura, reforma agrária e agricultura familiar, educação, saúde, cultura, esporte e servidores; fortalecer o mercado interno;
6- Reforçar a intervenção do Estado sobre a economia nacional e, em particular, submeter o ramo financeiro a rigoroso controle público;
7- Exigir do governo Lula um pronunciamento firme a favor de uma nova ordem econômica mundial, fraterna, solidária e justa;
8- Lutar por uma reforma tributária orientada pelo princípio da progressividade e justiça social, acabando com a renúncia fiscal para os bancos e taxando mais fortemente, grandes fortunas e propriedades, a especulação e o capital financeiro;
9- Propor a realização de uma audiência pública na Comissão de Trabalho da Câmara Federal sobre impactos e soluções para a crise;
10- Coibir as demissões e garantir maior estabilidade no emprego, ratificando a Convenção 158 da OIT;
11- Esclarecer a classe trabalhadora brasileira sobre a natureza e o caráter capitalista e neoliberal da crise, apontando o socialismo como a única saída definitiva e progressista para as crises do capitalismo e os males delas decorrentes."
Portal CTB com agências
