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CTB gaúcha vai organizar ato contra a alta dos juros

A direção estadual da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) no Rio Grande do Sul convocou uma reunião com as entidades filiadas para a próxima terça-feira (15), com o objetivo de organizar uma manifestação contra a elevação das taxas de juros. O presidente da CTB, Wagner Gomes, orienta os outros estados a seguirem o mesmo caminho. O tema vai estar na pauta do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que deve se reunir no dia 23 de julho em Brasília.  

A trajetória ascendente da inflação tende a ser usada, mais uma vez, como pretexto para uma nova rodada de alta das taxas de juros. A CTB, os movimentos sociais brasileiros, os economistas com visão crítica, assim como os partidos e forças progressistas não concordam com esta orientação reacionária, que só contempla os interesses da oligarquia financeira, pois esta lucra com os juros altos, mas sacrifica os interesses nacionais e, em especial, da classe trabalhadora, ao impedir o desenvolvimento econômico, estimular a estagnação, o desemprego e o arrocho dos salários.


Campeão mundial


O Brasil já ostenta o desonroso título de campeão mundial dos juros, exibindo as taxas de juros reais mais elevadas do mundo. A luta contra a atual política monetária do Banco Central é central para as forças progressistas e deve estar integrada à batalha maior por um novo projeto de desenvolvimento nacional fundado na soberania e na valorização do trabalho.


Segundo o presidente da CTB, Wagner Gomes, "o combate à inflação é necessário e desejável, pois todos reconhecemos que quem mais perde com a alta dos preços são os trabalhadores, especialmente os de mais baixa renda. Porém, a inflação deve ser combatida sem prejuízos para o desenvolvimento, através do aumento da oferta, o que se consegue com mais crescimento e não com estagnação econômica".


Na nota em que convoca a reunião de terça-feira, a direção da CTB gaúcha salienta que a atual política monetária do Banco Central "não se justifica. As experiências concretas demonstraram que a alta de juros compromete o desenvolvimento, o ritmo de crescimento e conduz à estagnação. Esses fatores levam ao desemprego, ao arrocho salarial e aumentam a dívida pública, restringindo os investimentos sociais do Estado. O que queremos é um projeto nacional de desenvolvimento com valorização do trabalho".


Os sindicalistas reclamam o fim da autonomia do Banco Central, a demissão do seu atual presidente, Henrique Meireles, e a ampliação e democratização do Conselho Monetário Nacional. "Menos juros e mais desenvolvimento" deve ser a palavra-de-ordem da manifestação, que dá continuidade ao ato diante do Banco Central realizado em Brasília no dia 19 de junho sob a direção da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS).


"Devemos nos manifestar principalmente diante das sedes e agências do Banco Central, onde for o caso. Também temos de nos preocupar com a amplitude desses atos para os quais devemos convocar todas as forças interessadas em combater a política de Meireles, que traz recessão e desemprego", alertou Wagner Gomes.


Fonte: Portal CTB

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