CTB participa de Conferência Nacional para o combate de práticas antissindicais
A 1º Conferência Nacional: Direito de Organização e Fim das Práticas
Antissindicais aconteceu nos dias 17e e18 de novembro, em São Paulo e
contou com a presença de varias delegações, das 06 centrais sindicais,
em todos os estados da Federação. Na abertura dos trabalhos, além dos
presidentes das centrais sindicais estiveram presentes: o procurador do
Ministério Público do Trabalho, Dr. Edson Brás da Silva, o
Superintendente do Ministério do Trabalho e Emprego, Dr. José Roberto
Mello, o representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT),
Carlos Rodrigues e o coordenador do Dieese, Clemente Ganz.
Wagner
Gomes, presidente da CTB, em sua saudação ressaltou a importância da
unicidade e da contribuição sindical como elemento fundamental para
combater as práticas antissindicais. O sindicalista observou que existem
normas garantidas por lei, mas que ainda há muito que se conquistar.
Além
de seu presidente nacional, a luta classista da CTB esteve representada
pelas estaduais de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, aranhão,
Paraná e Rio Grande do Sul.
Trabalhos
Durante o evento houve uma mesa
sobre “Praticas antissindicais e a necessidade de uma legislação”,
trabalho em que se pode verificar o olhar de cada entidade sobre o tema.
Para o procurador o seu papel do MPT, a bandeira de luta contra as
práticas antissindicais “é zelar pela liberdade e pela democracia
sindical, pois a liberdade sindical é um direito individual e uma
escolha do cidadão”, ressalta Dr. Edson, que aponta vários problemas na
organização sindical. ”Para ele as práticas antissindicais deveriam ser
previstas nas convenções coletivas”.
O técnico da OIT, disse que as centrais tiveram muita visão ao
formar um comando para combater as práticas cometidas contra os
sindicalistas e suas instituições e ressaltou que o recebimento de
queixas em âmbito nacional, faz com o que o Brasil de exemplo para o
mundo. Dr. Carlos salientou que a OIT também tem sofrido vários ataques.
Já
o Dr. Jose Roberto Melo do MTE relatou que, até bem pouco tempo, o
papel do ministério do Trabalho e Emprego era o de interventor, hoje seu
papel é o fazer o trabalho compartilhado, ou seja, o ministério não
interpreta a lei, tem que executá-la. Ele considera também a
representação no local do trabalho legitima e atuante, mas aponta a
falta de recursos humanos como problema governamental para intensificar
as fiscalizações. “A greve é um caso de negociação e não interdito
proibitório, contudo é necessário buscar outras formas de luta”, conclui
José Roberto.
Já as centrais sindicais ao fazerem suas
diferentes analises, buscaram a unidade ao construir um Projeto de Lei
que coíba as praticas antissindicais.
Para Joilson Cardoso, Secretário de Políticas Sindicais e
Institucionais da CTB, o reconhecimento das centrais sindicais, já
representa uma vitória do movimento sindical brasileiro que sobressaiu a
ação de inconstitucionalidade movida pelo DEM. O dirigente apontou
também, a qualificação dos debates como papel fundamental para o
exercício da democracia e o fortalecimento da unicidade sindical,
diferentemente da fragmentação sindical que ocorre na Europa. Joilson
ressaltou a importância da organização do local de trabalho para barrar
essas praticas antissindicais e que a CTB defende a pluralidade dentro
de um só sindicato e não abre mão da democracia, com unicidade e
contribuição sindical.
No segundo dia de evento, foi apresentado o
resultado dos trabalhos e aprovado, em plenário, um plano de lutas e a
proposta de realização de conferencias estaduais, visando a
intensificação das denunciais, fortalecer a luta para desconstruir a
imagem que a mídia golpista faz do sindicalista e a organizar campanhas,
nos sites das entidades e junto a redes sociais, para divulgação do PL
de combate às práticas antissindicais.
Portal CTB
