CTB-SE debate os rumos do sindicalismo no Cinform
Durante o debate, Edival Góes ressaltou importância do
movimento sindical desde as primeiras ligas camponesas e operárias,
passando pela Ditadura Militar até os dias atuais. “Temos muito a
comemorar. A história do sindicalismo se confunde com a história e a
consolidação da democracia no Brasil”, afirmou. Tudo isso fez com que o
movimento sindical brasileiro fosse respeitado no mundo todo. “E não é
fácil. Nós conseguimos eleger um presidente oriundo da classe
trabalhadora que, após oito anos no poder, fez sua sucessora, eleita
também com o apoio do movimento sindical”, salientou.
Para o
presidente da CTB-SE, esta posição política adotada pelo movimento
sindical durante a eleição para presidente e governador, não engessou os
sindicatos que permanecem desatrelados dos governos. “Se preciso for,
os trabalhadores farão greve e irão às ruas exigir os seus direitos”,
disse. Uma prova dessa autonomia sindical foi a greve dos servidores das
universidades federais que paralisaram as atividades por três meses por
melhores salários e condições de trabalho, e a deflagração das greves
dos bancários e dos trabalhadores dos Correios, ainda em curso.
Edival considerou, no entanto, que o movimento sindical precisa se profissionalizar para continuar avançando. “Não dá mais para fazer usando apenas carro de som e um boletim feito forma improvisada. Temos que estar no Twitter, no Facebook, politizando, conscientizando jovens, adultos e mulheres, aqueles que farão o movimento sindical do futuro”, afirmou. Os sindicatos devem ter uma boa estrutura, têm investir na comunicação e numa equipe de advogados capaz de defender os direitos dos trabalhadores.
Fonte: CTB-SE
