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CTB-SE debate os rumos do sindicalismo no Cinform

Sindicalismo: histórico e dificuldades de sobrevivência no presente e no futuro. Este foi o tema do Cinform Convida, ciclo de debates promovido pelo jornal Cinform de Aracaju, na última terça-feira (04). O presidente da CTB Sergipe, Edival Góes, compôs a mesa formada também pelo subscretário de Estado da Articulação com os Movimentos Sociais e Sindicais, Francisco dos Santos; por Rodorval Ramalho, sociólogo e professor doutor da Universidade Federal de Sergipe – UFS -, e pelo jornalista George Washington, representante da CUT. O debate foi mediado pelo diretor de Jornalismo do Cinform, Jozailto Lima.
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Durante o debate, Edival Góes ressaltou importância do movimento sindical desde as primeiras ligas camponesas e operárias, passando pela Ditadura Militar até os dias atuais. “Temos muito a comemorar. A história do sindicalismo se confunde com a história e a consolidação da democracia no Brasil”, afirmou. Tudo isso fez com que o movimento sindical brasileiro fosse respeitado no mundo todo. “E não é fácil. Nós conseguimos eleger um presidente oriundo da classe trabalhadora que, após oito anos no poder, fez sua sucessora, eleita também com o apoio do movimento sindical”, salientou.

Para o presidente da CTB-SE, esta posição política adotada pelo movimento sindical durante a eleição para presidente e governador, não engessou os sindicatos que permanecem desatrelados dos governos. “Se preciso for, os trabalhadores farão greve e irão às ruas exigir os seus direitos”, disse. Uma prova dessa autonomia sindical foi a greve dos servidores das universidades federais que paralisaram as atividades por três meses por melhores salários e condições de trabalho, e a deflagração das greves dos bancários e dos trabalhadores dos Correios, ainda em curso.

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Edival considerou, no entanto, que o movimento sindical precisa se profissionalizar para continuar avançando. “Não dá mais para fazer usando apenas carro de som e um boletim feito forma improvisada. Temos que estar no Twitter, no Facebook, politizando, conscientizando jovens, adultos e mulheres, aqueles que farão o movimento sindical do futuro”, afirmou. Os sindicatos devem ter uma boa estrutura, têm investir na comunicação e numa equipe de advogados capaz de defender os direitos dos trabalhadores.

Fonte: CTB-SE

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