Delson Coelho: “Uma agenda de mobilização”
O
ano que se inicia traz desafios aos trabalhadores em vários aspectos.
Sobre as expectativas para este ano e sobre as lutas que devem ser
travadas pelo trabalhador, entrevistamos o Presidente do Sindicato,
Delson Coêlho.
O que esperar de 2013?
Temos de ressaltar que, embora 2012 tenha terminado com problemas
graves - como a falta de segurança nos bancos, inclusive com recente
tentativa de assalto ao Santander de Conquista - conseguimos avançar no
que se refere às lutas travadas por melhorias. Mantivemos, pelo nono ano
consecutivo, o aumento real para todos os bancários. Temos uma
convenção coletiva “invejada’ por outras categorias, “obrigamos” nove
bancos a combaterem o assédio moral. Mas... ainda temos desigualdade de
gênero, abusos nos bancos públicos e entraves em diversos outros
aspectos.
O senhor poderia destacar alguns desses desafios?
Por exemplo, a crise também atinge nosso país. Precisamos de um
mecanismo concreto para enfrentá-la, tendo em vista que o capital
internacional vai continuar penalizando os trabalhadores. E o mais
importante: não podemos permitir que a política conservadora do governo
brasileiro colabore com esse cenário. Se há limitações nessa política,
que implicam em prejuízos para os trabalhadores, temos de ir para o
enfrentamento. O fim do fator previdenciário não foi votado. Seguiremos a
orientação da CTB, montando uma agenda de mobilização. Os parlamentares
precisam nos dar uma resposta.
Qual a mensagem aos bancários?
A mensagem que tenho é a da unidade. Se não estivermos unidos, fica
muito mais difícil enfrentar os desmandos diários impostos pelos
banqueiros. As críticas, as sugestões, os erros precisam ser balizados
pela matriz da unidade e de uma construção coletiva.
Paralelamente, é preciso reforçar a consciência de que o
desenvolvimento do país precisa estar na nossa ordem do dia. Como está a
segurança na nossa cidade e nos 46 municípios onde nossos colegas atuam
e lidam com a população? Quais as principais carências nesse sentido?
Estes são alguns dos muitos questionamentos a serem levantados. Por
isso, nossa luta não acaba nunca e deve estar em toda a parte!
SEEB-VC
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