Desempenho dos 5 maiores bancos do país evolui 18,1% em 2011
Em um ano marcado por uma
conjuntura internacional difícil, os resultados obtidos pelos cinco
maiores bancos que operam no Brasil apresentaram em 2011 uma evolução de
18,1%, revelando uma situação de baixa vulnerabilidade do setor
financeiro brasileiro ao cenário externo. No ano passado, por exemplo,
segundo pesquisa de desempenho elaborada pelo Departamento Intersindical
de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o ativo total de
instituições como Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal,
Itaú e Santander atingiram o vultoso montante de R$ 3,5 trilhões, valor
equivalente ao PIB do Brasil em 2010, apurado em R$ 3,675 trilhões. E
mais: grande parte desse crescimento decorreu de aplicações
interfinanceiras de liquidez.
Nesse estudo, o Dieese informa que, por instituição financeira, a
liderança em ativos coube ao BB, que registrou desempenho de R$ 981
bilhões, seguido pelo Itaú Unibanco (R$ 851 bilhões). Esse levantamento
aponta ainda que, em termos de crescimento, a Caixa apresentou a maior
evolução, de 27,4% no período, enquanto o Santander obteve a menor
variação percentual – 9,4%.
No quesito patrimônio líquido, o Itaú Unibanco, com R$ 71,3 bilhões,
ocupa o primeiro lugar no ranking, apresentando elevação de 17,2% no
período. Os cinco maiores bancos, por outro lado, registraram em 2011 um
lucro líquido superior a R$ 50,7 bilhões, com crescimento de 9,8% em
relação a 2010. Em valores absolutos, segundo o Dieese, destacam-se o
lucro atingido pelo Itaú Unibanco (R$ 14,6 bilhões), além dos resultados
do Banco do Brasil (R$ 12,1 bilhões) e Bradesco (R$ 11 bilhões). No
período, o lucro da Caixa foi de R$ 5,2 bilhões, aumento de 37,7% em
relação ao ano anterior.
A pesquisa do Dieese mostra também a discrepância existente entre o
aumento no número de agências e a contratação de pessoal. É a lógica de
muitas agências e poucos bancários, pois os cinco maiores bancos do país
terminaram 2011 com 18.624 agências, um aumento de 9% em relação ao ano
anterior, enquanto o crescimento no número de trabalhadores foi de
apenas 2,8%, totalizando 456.987 bancários.
