Desemprego entre jovens da América Latina registra maior número em duas décadas
A situação de crescimento econômico com emprego registrada nos últimos anos na América Latina não foi suficiente para melhorar o emprego dos jovens, que continuam enfrentando um cenário pouco otimista no qual persistem o desemprego e a informalidade, alertou hoje a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
De acordo com a Organização o desemprego juvenil saltou três pontos no ano de 2016, e agora atinge 18% da força de trabalho na América Latina. Um em cada cinco jovens na região está desempregado, e mais de 20 milhões nem estudam e nem trabalham. Em 2016, a taxa de desocupação juvenil saltou de 15,1% para 18,3%, como consequência da contração econômica vivida na região.
A cifra é o dobro da taxa geral de desocupação, que no ano passado chegou a 8,9%, com um aumento de 1,6 ponto percentual em relação ao ano anterior, o maior aumento anual em mais de duas décadas.
Na América Latina e no Caribe, há 114 milhões de jovens entre 15 e 24 anos. Cerca de 54 milhões fazem parte da força de trabalho, têm um trabalho ou estão buscando um ativamente. No entanto, quase 10 milhões não encontram emprego, e mais de 20 milhões nem estudam e nem trabalham, segundo dados da OIT.
Cerca de 50 milhões estão trabalhando ou estudando e trabalhando, mas uma proporção muito alta deles estão em atividades informais, sem contratos e nem com acesso a sistemas de previdência ou saúde. A informalidade afeta cerca de 56% dos jovens que têm emprego. Ou seja, um em cada dois empregos oferecidos aos jovens na região, é no setor informal.
Apenas 37% dos jovens que trabalham na região contribuem com o seguro de saúde e com 29% sistemas de aposentadorias, comparado com 47% e 40% dos adultos que o fazem, respectivamente. Para a OIT, uma das principais causas da inserção dos jovens no mercado de trabalho é a educação.
