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Desvio de função, desrespeito à Lei dos 15 Minutos e triagem abusiva no Itaú

Atualmente, a sobrecarga de trabalho, por falta de funcionários, é um dos principais problemas enfrentados pelos bancários. Várias reclamações têm ocorrido em relação ao Banco Itaú. Em abril do ano passado, o Itaú foi punido em R$ 5 milhões, em decorrência da sobrecarga de trabalho imposta aos empregados, pelo Ministério Público do Trabalho (MPT/RN). Mas, o fato continua por aqui e aumenta cada vez mais em todas as agências.
Na última segunda-feira, a situação saiu do controle. Um caso de revolta registrado na agência do Conjunto João Alves, com os clientes batendo nas portas impacientemente, chamou a atenção. Mas, isso não foi um fato isolado. A verdade é que é grave a situação em todas as agências do Banco Itaú.

Com a superlotação nas agências e a falta de funcionários, em decorrência das inúmeras demissões, também é comum o desvio de função. Coordenadores, tesoureiros e gerentes estão abrindo os caixas, irregularmente.

Segundo diretores do SEEB/SE, periodicamente uma gerente de serviço operacional (GSO) faz visitas às agências e tomam atitudes sem saber, exatamente, a realidade de cada unidade. E dá como solução à superlotação uma super "filtragem" na entrada.

Ou seja, além da triagem "normal", que vem sendo feita em todos os bancos, o Itaú está "reinventando" uma nova triagem. Quer que os usuários fiquem do lado de fora da agência, só permitindo a entrada de cinco em cinco pessoas, independentemente, que sejam clientes ou não.

Por outro lado, o desrespeito à Lei dos 15 Minutos é constante. Eles estão exigindo que os caixas atendam em 30 minutos, o que também é humanamente impossível, por causa do reduzido número de caixas.

Diante disso, o que se vê são empregados adoecendo por causa do estresse em decorrência da sobrecarga e das más condições de trabalho, e das cobranças e exigências do banco por batimento de metas.

Edivânia Freire - SEEB/SE

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