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Dia de debates no Fórum Social Mundial em Belém

Entre os diversos eventos que aconteceram simultaneamente no FSM 2009 nesta quarta-feira (29) tiveram destaque o Fórum Pan-Americano e a plenária realizada pela CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil).

No Pan-Americano, os participantes debateram a preservação da identidade cultural dos povos amazônicos, o que inclui Brasil, Bolívia, Peru, Venezuela, Colômbia e as Guianas, e a preservação da floresta amazônica e sua utilização de forma sustentável.


No evento da CTB, estiveram presentes representantes da CTC (Central dos Trabalhadores Cubanos), da CTA (Central dos Trabalhadores da Argentina) e o da FSM (Federação Sindical Mundial). O Sindicato dos Bancários da Bahia participa amanhã de oficina sobre comunicação.


Nesta quinta, acontece o encontro dos representantes dos movimentos sociais com chefes de estados que participam da Alba (Alternativa Bolivariana para as Américas) – Hugo Chaves (Venezuela), Evo Morales (Bolívia) e Rafael Correa (Equador). À noite, os presidentes Lula e Fernando Lugo também participam do Fórum. 


Mais visibilidade

Lembrando sempre que o Fórum Social nasceu em contraposição ao Fórum Econômico de Davos, na Suíça, o FSM volta a ser centralizado este ano, na Amazônia, em Belém do Pará, entre os dias 27 de janeiro a 1º de fevereiro.


Na avaliação da diretoria do Sindicato dos Bancários, que enviou delegação para participar do Fórum em Belém, com este formato centralizado o evento tem obtido muito mais expressividade, ocupando grande espaço na mídia em todo o mundo.


Depois de reunir, em 2007, mais de 80 mil pessoas de todo o planeta em Nairobi, no Quênia (África), de percorrer o mundo em janeiro de 2008, com mais de 800 ações descentralizadas em dezenas de países, durante as Jornadas de Ação Global, o FSM retomou o modelo centralizado este ano.


Durante seis dias, milhares de pessoas se dedicam a debates, reflexões, troca de experiências e formulação de propostas para a construção de um novo modelo econômico, social e político para o mundo. O Fórum propicia ainda a articulação entre organizações e movimentos sociais, nacionais e internacionais, engajados em ações concretas pela construção de um outro mundo, mais solidário, democrático e justo.

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