Dia dos trabalhadores da construção comemorado com greve na Bahia
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira na Bahia (Sintracom-BA), cerca de 100 mil trabalhadores da construção civil cruzaram os braços, sendo 40 mil na Região Metropolitana de Salvador.
Raimundo Brito, presidente do Sintracom-BA e dirigente nacional da CTB, informou que o que os trabalhadores reivindicam "reajuste de 19%, com reposição da inflação e aumento real; aumento dos pisos salariais para operário qualificado R$ 899,87, para ajudante prático R$ 547,50, e para ajudante comum R$ 512,35; reconhecimento de funções qualificadas: montador(a) de andaime, montador(a) de estrutura, operador(a) de bomba, operador(a) de ETA e rejuntador(a) de azulejo; ampliação da cesta básica os canteiros de obras que tenham a partir de 50 trabalhadores com valor de R$ 75; aumento do vale refeição para R$ 10; fim do contrato de experiência, que tem sido utilizado pelos patrões para burlar a CCT e a legislação trabalhista; e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução dos salários".
Miraldo Vieira, Vice-presidente da FETRACOM/BA - Federação dos Trabalhadores na Indústria da Construção e da Madeira no Estado da Bahia, declarou que "Os trabalhadores não são responsáveis pela crise e não devem pagar por ela".
Para a CTB Bahia no encaminhamento da luta, em especial, no enfrentamento à crise, torna-se imperativo o papel dos dirigentes do sindicalismo classista na participação ativa deste movimento, em defesa da dignidade, emprego e direitos trabalhistas. Cumpre aos dirigentes prestar irrestrita solidariedade aos operários e operárias da construção civil.
Adilson Araújo, presidente da CTB Bahia, afirmou que esta campanha salarial se destaca pela unidade e disposição de luta da categoria. Ressalta-se a unificação dos principais pontos da minuta de reivindicações, além da unidade dos 17 sindicatos da base da Fetracom. "Ao realizar esse importante movimento os trabalhadores e trabalhadoras se fortalecem no enfrentamento da crise, deixando bem claro para os patrões que o peão não vai pagar a conta da crise".
A próxima rodada de negociações foi marcada para a próxima terça-feira, dia 24, às 10h, na sede do Ministério Público do Trabalho.
Portal CTB com assessoria de imprensa da CTB Bahia e agências
