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Diploma de jornalista não impede democratização da comunicação, diz entidade

O presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sergio Murillo de Andrade, disse na quarta-feira, 09, que a obrigatoriedade de diploma em Jornalismo para o exercício da atividade não é obstáculo para democratização dos meios de comunicação. Ele participou de audiência pública da comissão especial sobre a PEC 386/09, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS). 

O fim da exigência do diploma de jornalista completa um ano neste mês. Para o Supremo Tribunal Federal (STF), a obrigatoriedade do diploma fere a liberdade de expressão e de imprensa. “O que mudou neste um ano? Com a decisão do STF os veículos de comunicação estão mais abertos à sociedade? Era o diploma que impedia a sociedade de falar nos meios de comunicação?”, questionou Murillo.

A proposta de Paulo Pimenta restabelece a exigência do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Ele também lamentou a ausência das duas entidades. “A prática do não debate é recorrente por parte das entidades patronais. Esse tipo de postura não auxilia o trabalho da comissão e revela a visão dos meios de comunicação, onde o contraditório não se expressa”, disse.

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