Dirigente do MST baiano é assassinado com 15 tiros em Iguaí
O deputado Valmir Assunção (PT-BA) também comentou as ameaças. "É com
revolta e ainda bastante abalado que denuncio o assassinato", disse ao
MST. "Pergunto-me quantas vezes os nossos camponeses e trabalhadores
serão assassinados? É esse tipo de ação, com o uso da pistolagem,
covarde e cruel, que estamos convivendo no campo brasileiro. Esse
assassinato, com claros sinais de execução, não pode ficar impune",
lamentou o parlamentar.
Santos disse que, segundo relatou a companheira de Fábio, duas pessoas
em uma moto interceptaram o carro em que estavam e executaram Fábio. As
ameaças sofridas por Fábio deviam-se ao fato de o dirigente ser forte
defensor da reforma agrária em uma região dominada por grandes
latifúndios.
Fábio fazia parte da Brigada Pedro de Almeida desde ocupações
realizadas no final de 2009 e em 2010 na Fazenda Três Lagedos, época em
que ficou preso por três meses. A partir de então, começou a receber
ameaças de morte.
Santos disse que há um grande grupo de fazendeiros muito bem
organizados na região. "É uma região muito forte de pecuária e a
resistência à reforma agrária é grande", disse. "Mas a reforma vai
continuar", garante.
O MST tem três assentamentos em Iguaí, onde estão 165 pessoas.
Fonte: Rede Brasil Atual
