Dois terços da população mundial são excluídos dos direitos do trabalho
A Organização das Nações Unidas (ONU) informa que dois terços da
população mundial, ou seja, cerca de 5,1 bilhões de pessoas, não dispõem
de benefícios sociais trabalhistas. A análise faz parte de um estudo
feito pela responsável pela ONU-Mulher, Michelle Bachelet, ex-
presidenta do Chile.
Bachelet pretende apresentar o estudo completo durante as discussões da
cúpula do G20 (grupo que reúne as 20 maiores economias mundiais), em
Cannes, na França, nos dias 3 e 4 de novembro. O relatório "Uma Proteção
Social por uma Globalização Justa e Inclusiva" destaca que, por meio da
garantia dos benefícios sociais, é possível avançar economicamente e
atenuar as tensões sociais.
No começo deste mês, em Bruxelas, na Bélgica, a presidenta Dilma
Rousseff defendeu a adoção de medidas que combatam a fome e a pobreza
como meios de melhorar a qualidade de vida da população e proporcionar
condições para os avanços econômicos.
Além disso, em visita a Brasília, a ministra das Relações Exteriores da
Colômbia, María Angela Holguín, sugeriu que os países latino-americanos
se unam na tentativa de reagir coletivamente aos impactos causados pela
crise econômica internacional.
Para ela, o ideal é ampliar os acordos bilaterais e multilaterais. A
chanceler veio ao Brasil para intensificar as parcerias em tecnologia,
educação, combate à violência e à exploração sexual.
Fonte: Agência Brasil
