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Em audiência com bancários, Miriam Belchior reafirma Caixa 100% pública

A Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) , a Fenae e representantes dos empregados no Conselho de Administração entregaram nesta quarta-feira (6) à presidente do banco documento contendo pontos que consideram essenciais para melhorar as condições de trabalho e o fortalecimento da empresa como 100% pública. Na oportunidade, Miriam Belchior reafirmou que o governo não irá abrir o capital da Caixa, que deseja manter diálogo permanente com as representações dos trabalhadores e que está reavaliando os canais de negociação com os empregados.

Fenae

 

 

 

A presidente da Caixa, Miriam Belchior, explicou que a intenção da reunião era ouvir a visão dos trabalhadores sobre o processo de negociação com a empresa, sobre as rodadas mais recentes. "É importante ter esse retorno a respeito de como tem sido o trabalho para que a gente possa aperfeiçoar ao máximo neste período que estarei à frente da Caixa", afirmou.

Documento pede mais funcionários e melhores condições de trabalho

No documento entregue a Miriam Belchior, as entidades destacam a importância da Caixa como banco 100% público para o desenvolvimento econômico e social do país. "Foi uma grande vitória para os brasileiros a decisão do governo de não abrir o capital da Caixa", enfatiza o texto. Também há um resgate dos momentos difíceis enfrentados pelo banco durante os governos neoliberais, com tentativas de desmonte com o objetivo de privatizá-lo.

O documento destaca ainda demandas para melhorar as condições de trabalho na unidades da Caixa. A mais urgente delas é acelerar o ritmo das contratações. "Faltam empregados, o que sobrecarrega os atuais trabalhadores, que ainda enfrentam dificuldades para receber horas extras e salários de substituição de colegas", diz o texto. E lembra: "Milhares de empregados estão deixando a empresa por meio do Plano de Apoio à Aposentadoria (PAA)".

Outra reivindicação diz respeito ao fim do programa Gestão de Desempenho de Pessoa (GDP), que está sendo implantado de forma unilateral pelo banco desde o ano passado. "O mecanismo afronta todos os princípios coletivos da relação de trabalho, pois cria um contrato individual de trabalho, institucionaliza a cobrança de metas individuais, rotula os empregados, acirra a competitividade nos locais de trabalho, favorecendo o assédio moral e o adoecimento, duas mazelas que devem ser diariamente combatidas".

A isonomia de direitos entre todos os trabalhadores da Caixa é mais uma demanda contida no documento entregue à Miriam Belchior. "A distinção (...) começou em 1998, quando as contratações ocorreram com direitos rebaixados. (...) A partir de 2003, alguns direitos foram reconquistados. Hoje, entidades e empregados lutam pela volta da licença-prêmio de 18 dias por ano e do ATS/anuênio, um adicional de 1% do salário a cada ano de serviço", explica o texto.

As representações dos empregados ainda cobram soluções para o contencioso judicial da Funcef, que decorre de ações trabalhistas contra o banco e que tem causado custos elevados e onerado os planos de benefícios. Outra reivindicação da categoria é a extensão do Saúde Caixa para os que se aposentaram por meio dos Programas de Demissão Voluntária realizados em 1996, 2000 e 2001.

"A Caixa Econômica Federal é hoje um dos maiores bancos do país. O maior 100% público. Sem deixar de lado o importante e histórico papel social, continua avançando no mercado, o que tem incomodado o setor privado. E tudo isso graças principalmente à valorosa contribuição dos seus empregados. O reconhecimento desses trabalhadores avançou nos últimos 12 anos. Mas ainda há muito para reparar e avançar", finaliza o texto.

Clique aqui e leia a íntegra do documento entregue à presidente da Caixa.

Fonte: Contraf

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