Em um ano dívida de R$ 5 mil pode ir para R$ 27 mil
Para os que recorrem ao cheque especial, rotativo do cartão ou solicitam um empréstimo no banco quando falta dinheiro para pagar as contas no final do mês, atenção! A escolha errada pode custar bem caro. Ao longo de um ano, uma dívida de R$ 5.000 no cartão de crédito se transforma em R$ 23.371,87 – 376,57% a mais que no consignado.
Os cálculos foram feitos pelo diretor-executivo da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel Ribeiro de Oliveira. Para fazer as contas, ele utilizou o levantamento de taxas de juros feitos pela associação em junho. O resultado foi o seguinte: os valores para cartão de crédito e cheque consideram que o saldo devedor de R$ 5.000 ficou em aberto e sem nenhum pagamento. E os valores para empréstimo pessoal em bancos, financeiras e empréstimo consignado consideram que a dívida principal foi paga em 12 parcelas mensais.
Quem escolhe a linha de crédito errada paga muito mais, já que a dívida contraída no crédito rotativo do cartão é 377% mais cara que a dívida feita no empréstimo consignado. A pessoa vai pagando o mínimo, e a dívida cresce exponencialmente por conta dos juros compostos.
Segundo o diretor executivo da Anefac, os juros compostos são calculados sobre o saldo atualizado da dívida. Se alguém tem uma dívida de R$ 100 com juro de 15% paga R$ 15 no primeiro mês e já no segundo, o juro é calculado sobre R$ 115 e não sobre R$ 100.
Caso já esteja endividado, a primeira providência a ser feita, é trocar a dívida cara (cheque especial e cartão de crédito) por uma mais barata (empréstimo pessoal ou consignado). Se não estiver conseguindo pagar a dívida, renegocie as condições. E só renegocie para condições que consiga realmente pagar. É pior renegociar e não pagar, porque vai ficar mais difícil conseguir renegociar de novo, aconselha o diretor executivo da Anefac, Miguel Ribeiro de Oliveira.
