Emanoel Souza: “Fazer avançar o PL da isonomia”
Qual deve ser a prioridade da campanha em 2011?
Devemos insistir no caminho da valorização dos bancários e clientes,
que também passa pela ampliação do valor do piso, remuneração acima da
inflação, reposição das perdas acumuladas, isonomia para os bancários
dos bancos públicos e um peso maior na luta contra o assédio moral e as
metas abusivas, questões graves que precisam de avanços. O problema da segurança bancária, particularmente na Bahia, que vive um
momento de extrema violência, também precisará de mais destaque.
Como a FEEB/BASE defenderá o calendário das negociações ?
Em relação a Conferência Nacional, a nossa proposta é de que ela seja realizada no final de julho. Dessa forma, os congressos por bancos seriam realizados em meados de
julho e as Conferências Interestaduais no início de julho.
Como o senhor avalia as últimas negociações específicas?
A postura da Fenaban tem sido uma postura de enrolação permanente. Nos
bancos públicos, os avanços também são muito difíceis. Devemos investir e
manter essa linha, mas é preciso que do lado dos banqueiros a
negociação seja pra valer, para que na Campanha Salarial possamos nos
concentrar no debate das PLRs, reposição salarial, etc.
E o debate sobre a isonomia nos bancos públicos?
Ele deve estar no centro da Campanha Salarial, mas também deve ser
discutido antes mesmo das negociações. É preciso ter uma ação conjunta
para pressionar os parlamentares a fazerem avançar o Projeto de Lei da
Isonomia. Independente disso devemos manter essa questão na Campanha
Salarial. Mesmo que não a conquistemos de uma única vez, que se possa ir
avançando no que diz respeito a importantes aspectos como a
licença-prêmio e os anuênios.
