Empregados cobram garantias em negociação do Saúde Caixa
- Não aumento do Saúde Caixa e manutenção do modelo de Custeio por prazo maior;
- Que o Conselho de Usuários do plano passe a ser deliberativo (exigência de debater aumentos com o conselho e com a CEE);
- GT entre Caixa e Empregados para debater solução do Contencioso;
-Incorporação das Funções gratificadas;
- Assinatura do Termo de Compromisso entregue à direção do banco para resguardar direitos dos empregados, previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e Acordo Aditivo da Caixa, diante da nova legislação trabalhista, que entra em vigor no dia 11 de novembro;
- Garantia de emprego.
-reversão dos descontos dos dias de paralisação;
- Discussão dos superávits com melhorias no plano;
-Porte para gerentes G3 e G4.
- Vale cultura mesmo sem isenção fiscal.
Reajuste
Em 26 de janeiro deste ano, a direção do banco tentou impor aumento arbitrário sem negociação com a representação dos empregados, o que afronta o Acordo Coletivo de Trabalho. O custo do plano está garantido por força de liminar obtida em ação judicial impetrada pelas entidades sindicais de todo o país.
Na audiência inaugural da ação, foi dado prazo para o Ministério Público apresentar parecer e nova audiência está marcada para 23 de janeiro de 2018. Até lá, fica mantida a liminar de 31 de janeiro, que suspendeu o reajuste.
De acordo com a proposta da Caixa, o valor passaria de 2% para 3,46% da remuneração base. Já em relação à coparticipação das despesas assistenciais, o percentual passaria de 20% para 30%, e o valor limite anual subiria de e R$ 2.400 para R$ 4.209,05.
"A Caixa queria impor aumentos absurdos aos empregados de forma unilateral, sem qualquer negociação. Alegavam resultado financeiro desfavorável a médio e longo prazo, o que não se sustenta nem mesmo em auditoria realizada por empresa contratada pelo próprio banco. O aumento só não ocorreu devido a rápida intervenção do movimento sindical em ação judicial. É um absurdo que a Caixa insista em monopolizar a gestão e informações do Saúde Caixa, uma conquista dos empregados que vamos defender a todo custo”, enfatiza Dionísio.
Custeio
Pelas regras atuais do Saúde Caixa, o banco arca com 70% do seu custeio, e os empregados, 30%. A porcentagem relativa aos trabalhadores é mantida por meio de 2% do valor do salário, mais 20% de coparticipação nos procedimentos médicos, limitado a R$ 2.400.
O modelo de custeio não discrimina idade, faixa salarial ou se o empregado é aposentado ou da ativa. Todos pagam o mesmo valor. "O modelo atual de custeio é uma conquista histórica dos empregados obtida na campanha nacional de 2004 que vem garantindo o equilíbrio do plano a negociação é a forma de mantermos esses direitos durante essa conjuntura de defesa da Caixa 100% pública e de defesa dos direitos que estão sendo retirados”, ressalta Dionísio.
Fonte: Fenae
