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Entre graduados, mulheres ainda recebem menos que homens

As mulheres estudam, na média, um ano a mais que os homens. A remuneração das profissionais, no entanto, representa 56% do que ganham os representantes do sexo masculino.

Os dados do Anuário das Mulheres Brasileiras, realizado pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e divulgado esta semana, nostram ainda que as brasileiras com curso superior (15 ou mais anos de instrução) e que recebem mais de cinco salários mínimos (R$ 2.725) representam 27,7% das ocupadas. Já os homens com formação similar que ganham mais de cinco salários mínimos representam 52,2% dos ocupados.

As profissionais são maioria dos trabalhadores na faixa dos 20 aos 59 anos. Dos 20 aos 39 anos, elas representam 51% dos trabalhadores contra 49,2% dos homens. Dos 40 aos 59 anos, elas são 36,3% e eles, 34,3%.

O levantamento mostra também que representantes do sexo feminino mudam menos de emprego. Entre os que estão há menos de seis meses no atual emprego, 21,2% são homens e 17,1% são mulheres. Na outra ponta, 47,9% dos homens estão há mais de dois anos no posto atual contra 52,6% delas.

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