Falta mão de obra nas agências da Bahia
O sistema financeiro é o mais lucrativo da economia nacional. Ganhos, em boa parte, obtidos através do esforço diário dos trabalhadores nas agências. O problema é que o setor não reconhece. Não valoriza e sacrifica a categoria.
Nas unidades, o descontentamento é enorme. Tem empregado que tem de dar conta de várias funções, por conta do déficit de pessoal. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, de dezembro de 2014, a Bahia conta com 18.852 bancários. Do total, 10.464 homens e 8.388 mulheres.
Em Salvador, a presença do sexo feminino é maior: 4.294 contra 3.946 de homens. Na capital baiana, a faixa etária predominante é de 30 a 39 anos. São 2.599 trabalhadores.
Basta precisar ir ao banco, seja para simplesmente pagar uma conta ou conversar com o gerente, para constatar que o quadro é deficitário. A situação piora quando se leva em consideração os casos de férias e afastamento por motivos de saúde, oriundos da pressão e do assédio diário nas unidades.
Mais uma prova de que os bancos precisam contratar é que, em Salvador, o Itaú Bela Vista suspendeu o funcionamento porque não há empregado para atender os clientes. Inadmissível.
A política de demissões é perversa. Entre janeiro e agosto deste ano, foram fechados 6.003 postos de trabalho em todo o Brasil. É uma média de 750 cortes por mês, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos).
SEEB-BA
