Falta uma semana para o Dia D do reajuste dos aposentados
Ambas medidas foram aprovadas em maio e dependem da aprovação presidencial para virarem lei. Se o aumento for aprovado, 8,35 milhões de aposentados irão receber, em julho, o valor acumulado desde janeiro da diferença entre o reajuste de 6,14% e o de 7,72%.
A escolha de Sofia
Segundo assessores do presidente, a decisão sobre a manutenção do fator previdenciário já foi tomada. Em relação ao aumento, o Governo ainda faz contas para encontrar um fonte de custeio. Se não for possível absorver os 7,72% no Orçamento, o presidente Lula deve editar uma portaria autorizando o abono de 6,14% para 2010 — mantendo o índice em vigor desde janeiro.
“Se o Governo aprovar o reajuste de 7,72% e o fim do fator previdenciário, será uma evidente declaração de que a política está falando mais alto”, diz o economista Tharcisio Bierrenbach de Souza Santos, diretor do MBA da Faap.
Para os aposentados, a aprovação apenas dos 7,72% já pode ser considerada uma vitória. “Acreditamos que o presidente Lula vai tomar uma decisão sábia. Quando o país estava no auge da crise econômica, o consumo dos aposentados foi importante para manter o mercado interno aquecido. O reajuste não é uma despesa, é distribuição de renda”, diz Warley Martins Gonçalles, presidente da Confederação de Aposentados e Pensionistas.
Se o presidente barrar o reajuste, os aposentados pretendem fazer manifestações no Congresso para pedir a derrubada do veto. “Se for preciso, faremos uma grande mobilização, mas só pelo reajuste. O veto ou não do fator é um assunto que interessa mais as centrais”, diz Gonçalles. Uma das opções do Lula é aprovar o reajuste e vetar a extinção do fator previdenciário.
Diário de São Paulo
