Fenaban rejeita propostas de contratação de mais bancários
As propostas da categoria, aprovadas pela 13ª Conferência Nacional, são
de que os bancos ampliem o horário de atendimento das agências das 9h às
17h, com dois turnos de trabalho e respeito da jornada de seis horas de
todos os bancários. Os bancos devem também ampliar o número de caixas a
um mínimo de cinco em cada agência, reduzir o tempo de fila a um máximo
de 15 minutos e contratar mais bancários para melhorar o atendimento à
população e assim aliviar a sobrecarga de trabalho.
Os representantes dos bancos disseram que esses temas não dizem respeito aos sindicatos - e sim aos bancos e ao Banco Central - e não devem, portanto, fazer parte da Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários.
Na avaliação de Emanoel Souza, presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, a negociação mostrou "de um lado os sindicatos reivindicando a contratação de mais bancários, com o respeito ao tempo máximo de 15 minutos nas filas e ampliação do horário de atendimento, como forma de prestar um melhor serviço a sociedade. Do outro, a Fenabam dizendo que os banqueiros não aceitam colocar nada sobre estes temas na Convenção Coletiva de Trabalho".
Terceirização - O Comando Nacional também cobrou dos bancos o fim da terceirização no sistema financeiro, que precariza as relações de trabalho e coloca em risco o sigilo bancário dos clientes. A discussão será aprofundada na mesa temática sobre terceirização conquistada na campanha nacional do ano passado.
Igualdade de oportunidades - O Comando Nacional cobrou dos representantes da Fenaban a realização de um novo censo na categoria para averiguar os resultados dos programas implementados pelas empresas para combater as discriminações de gênero, raça, opção sexual e contra pessoas com deficiência - implementados após a realização do Mapa da Diversidade, em 2008. Os negociadores patronais disseram que vão consultar os bancos sobre a reivindicação.
O Comando Nacional protestou contra o descaso da Fenaban com as questões relacionadas com a igualdade de oportunidades, especialmente pelo fato de por diversas vezes a reunião da mesa temática ter sido adiada. Ao final, a Fenaban rejeitou incluir na Convenção Coletiva as cláusulas debatidas durante a realização da mesa temática.
Mobilização - Para mudar o ritmo das negociações, o Comando Nacional, reunido na segunda-feira (29), em São Paulo, decidiu orientar os sindicatos a intensificar a mobilização e a realizar semanas nacionais de luta, focando o tema que estará em negociação na mesa da Fenaban, conforme abaixo:
- 29 de agosto a 2 de setembro: emprego;
- 5 a 9 de setembro: saúde, condições de trabalho e segurança;
- 12 a 16 de setembro: remuneração.
O objetivo é aumentar a mobilização da categoria e dialogar com os clientes e a sociedade, mostrando a importância das reivindicações dos bancários, que visam emprego decente e melhoria do atendimento bancário para todos os cidadãos brasileiros.
Calendário de Negociações com Fenaban
2ª rodada: 5 e 6 de setembro - saúde, condições de trabalho e segurança
3ª rodada: 13 de setembro - remuneração
Calendário de Negociações específicas com os bancos públicos
2 de setembro: Caixa e Banco do Nordeste
8 de setembro: Banco do Brasil e Caixa
9 de setembro: Banco do Brasil e Banco da Amazônia
14 de setembro: Caixa
