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Flexibilização da CLT será para mais trabalho e salário menor

Mais um absurdo para a conta do governo interino de Michel Temer. O governo federal quer propor um projeto de lei para permitir que as empresas possam reduzir salários e aumentar a jornada diária de trabalho dos seus empregados. Segundo o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, o objetivo é “prestigiar” as convenções coletivas, que teriam poder para flexibilizar direitos previstos na Consolidação das Lei Trabalhistas (CLT).

Durante uma reunião essa semana com empresários e o ministro de Michel Temer teve a coragem de bater o martelo nessa ideia absurda alegando que o seu governo “vai enfrentar todas as resistências” para aprovar as reformas da Previdência Trabalhista.

A reforma trabalhista que o presidente interino Michel Temer pretende enviar ao Congresso Nacional até o fim deste ano, vai permitir que as convenções coletivas prevaleçam sobre as normas legais.

O que o atual presidente quer, é legalizar o corte dos direitos dos trabalhadores; reduzir o que já é pouco. Na prática, como não será mais preciso observar a CLT em relação à jornada e a salário, as empresas poderão condicionar aumentos salariais, por exemplo, ao maior parcelamento de férias, redução de intervalo de almoço ou aumento de jornada diária.

O que está sendo proposto é uma autorização para que os sindicatos negociem abaixo do que está na lei e, até mesmo, na Constituição, por isso a população deve ficar bem atenta a todos os passos de Michel Temer, pois se for possível conseguir a autorização para reduzir o salário base que mal dá para sustentar a si e a família, imagina como será a situação com menos dinheiro.

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