Funcionalismo público ocupa Brasília e protesta contra descaso do governo
A
Esplanada dos Ministérios foi palco na última quarta-feira (28) de uma
manifestação dos servidores federais que reuniu seis mil trabalhadores
de diversos segmentos, incluindo técnico-administrativos em educação de
universidades brasileiras representados pela Fasubra Sindical.Entoando palavras de ordem, trabalhadores ligados às 31 entidades e três centrais sindicais (entre elas a CTB) que participam do Fórum de Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais cobraram do governo federal uma resposta concreta à pauta da Campanha Salarial Unificada 2012, principalmente quanto à política salarial e de benefícios.
A pressão surtiu efeito e às 11 horas representantes dos trabalhadores foram recebidos pelo secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Sergio Mendonça, que admitiu reduzir de 31 de agosto para o dia 31 de julho o prazo para apresentar um posicionamento acerca das reivindicações e anunciou que não terá mais em instrumentos do governo nada que não seja negociado como governo, informo ainda em entrevista com a imprensa sindical, que a meta do governo é corrigir as distorções e para isso vai priorizar as pautas setoriais. “A visão que o governo está tendo para tratar da pauta é uma visão setorial, buscando solucionar as diferenças entre as categorias que afinal somam um milhão e 200 mil servidores”, afirmou Mendonça.
Mendonça voltou a dizer que o governo não vai atender à reivindicação de reposição das perdas salariais calculadas em 22,8% demandada pelo Fórum de Servidores em reuniões passada em 2012, alegando falta de folga orçamentária em tono de R$ 25 bilhões, mas reafirmou que há possibilidade de que algum benefício pode ser ampliado. “Nós vamos trabalhar olhando o conjunto. Benefícios não é um ponto da pauta geral que estamos descartando”, disse.
O posicionamento do secretário quanto às exigências não agradou os sindicalistas que decidiram manter a mobilização em torno da pauta unificada da Campanha Salarial Unificada 2012, e já anunciaram o dia nacional de luta com paralisação nacional para em 25 de abril para demarcar a posição de luta e organização dos servidores e pressionar o governo a agilizar as negociações.
CTB protesta
Para o secretário de Serviços públicos da CTB, João Paulo Ribeiro (o JP), presente à reunião com Sergio Mendonça, os sindicatos que do funcionalismo público federal da base da CTB não irão admitir que se aprofundem as defasagem do setor. “Nos dois mandato de Lula foram feitos vários ajustes nas carreiras, mas essa lógica acabou.
Para o presidente da CTB, Wagner Gomes, a mobilização do funcionalismo público é justa e contará com todo apoio da Central. “Um governo que tem sua origem junto aos movimentos sociais não pode apresentar esse tipo de política para um setor tão importante da máquina pública. A implementação da Convenção 151 da OIT é urgente para evitar esse descaso”, protestou.
Com informações da Fasubra
