FUP indica paralisação de 24 horas na próxima quinta-feira (25)
Mais uma vez, os petroleiros choram a
morte de colegas mortos em acidentes de trabalho na Petrobrás. Tragédias
anunciadas que poderiam ter sido evitadas, se a empresa ouvisse as
representações sindicais, que há anos denunciam a insegurança crônica
que coloca em risco diário os trabalhadores, principalmente os
terceirizados. A FUP convoca novamente a categoria a se manifestar
contra a política autoritária de SMS, que mata e mutila os petroleiros. O
indicativo é de paralisação de 24 horas na próxima quinta-feira, 25,
com participação de todos os trabalhadores, próprios e terceirizados.
Mortes na Bacia de Campos - Na
sexta-feira, 19, um helicóptero da Senior Táxi Aéreo caiu no mar, na
Bacia de Campos, matando os quatro trabalhadores que estavam a bordo: o
piloto Rommel Oliveira Garcia; o copiloto, Lauro Pinto Haytzann; Ricardo
Leal de Oliveira, auxiliar técnico de planejamento da Engevix; e João
Carlos Pereira da Silva, técnico de inspeção da Brasitest.
Morte no Rio Grande do Norte - Também
na sexta-feira, 19, um outro acidentematou mais um trabalhador que
prestava serviços para a Petrobrás. O operador de máquinas Márcio José
da Silva do Vale, 23 anos, solteiro, contratado pela CM Construções, foi
esmagado por uma motoniveladora, no campo de produção terrestre de
Estreito, no Rio Grande do Norte.
Terceirização de risco - Somente
em agosto, oito trabalhadores morreram em acidentes de trabalho em
unidades da empresa. Todos eram prestadores de serviço. Desde o início
do ano, já chegam a 11 as vítima de acidentes de trabalho na estatal.
Todas as ocorrências envolvendo trabalhadores terceirizados. Um número
alarmante que reflete a insegurança crônica no Sistema Petrobrás, fruto
da ineficiência e autoritarismo de uma gestão de SMS que se preocupa
muito mais com a produção e os lucros do que em zelar pela vida e saúde
dos trabalhadores.
A FUP e seus sindicatos vêm denunciando há anos esta situação, cobrando da Petrobrás um debate aberto com as representações dos trabalhadores, cujas propostas de mudanças na política de segurança têm sido rotineiramente desprezadas pelos gestores da empresa. Só com mobilização constante conseguiremos alterar essa realidade e garantir um ambiente seguro de trabalho para todos.
