Geração de emprego formal cresce no Brasil em 2008
Do total de 1,834 milhão de empregos gerados, 1,698 milhão foram com carteira assinada (celetistas), e 135,9 mil de vínculos empregatícios estatutários (servidores públicos). O crescimento do emprego contribuiu para o ganho real de 3,52% do rendimento médio dos trabalhadores formais, passando de R$ 1.443,77 em dezembro de 2007 para R$ 1.494,66 em dezembro de 2008.
O estado de São Paulo, com 634.300 mil novas vagas, lidera o ranking de geração de empregos formais no país. Em seguida vêm Minas Gerais (148 mil), Paraná (125 mil), Rio Grande do Sul (95,5 mil), Santa Catarina (79,8 mil) e Bahia (76,8 mil). Apenas Sergipe registrou saldo negativo, com perda de 1,4 mil postos.
Raça - Pelo segundo ano seguido, o emprego no Nordeste cresceu mais do que no Sul, o que mostra uma tendência de crescimento econômico maior nas áreas mais carentes do Brasil. As minorias historicamente excluídas também foram os segmentos que mais cresceram em termos de salário e nível de emprego.
Pela divisão de cor, 19,615 milhões de trabalhadores (62,32%) declararam ser de cor branca. Em 2007, o índice foi de 63,21%. Os trabalhadores que se declararam pardos somam 8,597 milhões (27,31%), indicando aumento em relação a 2007 (26,65%). Os que se dizem pretos ou negros são 1,655 milhões (5,26%), pequeno aumento em relação a 2007 (5,22%). Os trabalhadores negros obtiveram maior aumento nos rendimentos médios, acréscimo de 5,72%, percentual superior à média de remuneração de todas as raças somadas, que foi de 2,67%. A remuneração dos negros subiu de R$ 916,77 para R$ 969,24, com maior variação entre os homens, 6,67%. Os trabalhadores que se dizem pardos tiveram aumento de 4,83%. Os brancos registraram menor percentual de aumento real: 1,88%. Apesar do modesto aumento, os rendimentos médios dos vínculos empregatícios dos trabalhadores brancos são 50% superiores àqueles classificados como negros e 43,7% acima dos considerados como pardos. Em relação a 2007, verifica-se redução da desigualdade entre os rendimentos de brancos e negros (55,7%) e brancos e pardos (47,8%).
Em 2008, a força de trabalho feminina cresceu mais do que a masculina. O aumento do número de vagas registrado foi de 5,5% para elas, frente a 4,4% para os homens. A escolaridade das mulheres continua mais alta que a dos homens. Elas são, por exemplo, 3,6 milhões com terceiro grau completo, contra 2,5 milhões de homens com o mesmo grau de instrução. Os rendimentos médios dos homens tiveram aumento real de 3,62%, ligeiramente superior ao registrado entre as mulheres, de 3,52%. Apesar desse reajuste, as remunerações das mulheres, no nível superior, somam 57,9% das recebidas pelos homens no mesmo nível, evidenciando expressiva diferença entre as remunerações, porém, sinalizando uma redução na diferença, em relação ao verificado em 2007 (56,5%).
Segundo a Rais, 323,2 mil trabalhadores são portadores de necessidades especiais. A inclusão de pessoas com deficiência está prevista na Lei 8.231, criada para garantir uma oportunidade de emprego para trabalhadores neste perfil. Os homens têm maior representatividade em todos os tipos de trabalhadores com deficiência, com participação de 64,32%. A remuneração média dos trabalhadores deficientes é de R$ 1.717, superior à média dos rendimentos do total de vínculos formais (R$1.494,66). Esse comportamento pode ser creditado à forte influência da remuneração dos deficientes auditivos, cuja média é de R$ 2.162, único valor acima da média de rendimentos entre todos os tipos de deficiência.
SEEB-SP
