Geração de empregos na Bahia é a maior do Nordeste
Fernando Vivas/Ag. A Tarde/Arquivo
Construção civil foi um dos setores que mais empregou
Guilherme Lopes, do A TARDE On Line
A Bahia foi o Estado que mais emprego gerou no Nordeste, em números absolutos, durante o mês de abril. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), foram criadas 11.990 novas vagas no mercado, o que representa uma expansão de 0,98% no número de trabalhadores formais. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, surgiram 26.109 novos postos.
Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), durante o quarto mês do ano, foram criados 3.287 postos de empregos formais. Se contados os quatro primeiros meses, o total é de 11.538 vagas. Os números são obtidos através da diferença entre o total de novas carteiras assinadas e o número de trabalhadores dispensados de suas funções.
Para o professor Antonio Wilson Menezes, diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia (FCE-UFBA), os números são positivos, mas "não refletem uma grande expansão do emprego" na RMS, onde há um total de 387 mil pessoas desempregadas.
"Será positivo se esse crescimento se mantiver ao longo do ano, pois assim teremos uma média e 35 mil novos empregos na RMS. Não é muito, mas já é significativo", explica Menezes. Neste início de ano, houve bastante oscilação no crescimento dos postos de trabalho na RMS: foram 67 novos empregos em janeiro, 1.241 em fevereiro e 6.943 em março, além dos 3.287 de abril.
O economista e doutor pela Escola de Administração da UFBA Fábio Guedes acredita que os números refletem uma reação da economia às ações dos governos federal e estadual. Ele ressalta o fato de o setor de serviços ser o segundo que mais empregou na Bahia: "há um investimento [por parte do governo federal] nos pequenos negócios, e não apenas nos grandes empreendimentos. Isso gera mais emprego que a indústria, por exemplo".
Guedes aponta, ainda, a ampliação de crédito para a moradia como um exemplo de política econômica que tem dado resultado. Para ele, a facilitação de crédito promovida pelo governo federal aqueceu o mercado imobiliário. "Resultado disso são essas quase dez mil novas vagas", pontuou.
Em toda a Bahia, o setor da construção civil foi o que mais empregou no acumulado do ano, com um saldo positivo de 9.023 trabalhadores admitidos. Depois, vieram o setor de serviços (6.377), agropecuária (4.950) e indústria de transformação (3.781). No mês de abril, o setor recordista foi o agropecuário, com 3.634 novas vagas. Em seguida, vieram os setores de serviços (2.793), indústria de transformação (2.600) e construção civil (2.390).
TAXA DE DESEMPREGO - Nenhum dos dois economistas acredita, no entanto, que os quase 3300 novos postos de trabalho criados em abril devam causar um grande impacto na taxa de desemprego registrada na Região Metropolitana de Salvador. De acordo com a última pesquisa sobre o tema, datada de março, a RMS possui um nível de desemprego de 21%, seis pontos acima da média das regiões pesquisadas.
As outras regiões metropolitanas pesquisadas são as de Belo Horizonte (11,4%), Porto Alegre (11,7%), São Paulo (14,3%), Distrito Federal (18,2%) e Recife (19,%).
BRASIL - Em todo o país, de acordo com dados do Caged, foram gerados, nos quatro primeiros meses do ano, 848.962 empregos com carteira assinada, o que equivale a uma expansão de 2,93% no número de trabalhadores registrados. No último ano, o crescimento foi de 6,29% no emprego formal. Com relação ao mês anterior, o aumento foi de 1%, com a criação de 294.522 postos de trabalho.
Fernando Vivas/Ag. A Tarde/Arquivo
Construção civil foi um dos setores que mais empregou
Guilherme Lopes, do A TARDE On Line
A Bahia foi o Estado que mais emprego gerou no Nordeste, em números absolutos, durante o mês de abril. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), foram criadas 11.990 novas vagas no mercado, o que representa uma expansão de 0,98% no número de trabalhadores formais. No acumulado dos quatro primeiros meses do ano, surgiram 26.109 novos postos.
Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), durante o quarto mês do ano, foram criados 3.287 postos de empregos formais. Se contados os quatro primeiros meses, o total é de 11.538 vagas. Os números são obtidos através da diferença entre o total de novas carteiras assinadas e o número de trabalhadores dispensados de suas funções.
Para o professor Antonio Wilson Menezes, diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Federal da Bahia (FCE-UFBA), os números são positivos, mas "não refletem uma grande expansão do emprego" na RMS, onde há um total de 387 mil pessoas desempregadas.
"Será positivo se esse crescimento se mantiver ao longo do ano, pois assim teremos uma média e 35 mil novos empregos na RMS. Não é muito, mas já é significativo", explica Menezes. Neste início de ano, houve bastante oscilação no crescimento dos postos de trabalho na RMS: foram 67 novos empregos em janeiro, 1.241 em fevereiro e 6.943 em março, além dos 3.287 de abril.
O economista e doutor pela Escola de Administração da UFBA Fábio Guedes acredita que os números refletem uma reação da economia às ações dos governos federal e estadual. Ele ressalta o fato de o setor de serviços ser o segundo que mais empregou na Bahia: "há um investimento [por parte do governo federal] nos pequenos negócios, e não apenas nos grandes empreendimentos. Isso gera mais emprego que a indústria, por exemplo".
Guedes aponta, ainda, a ampliação de crédito para a moradia como um exemplo de política econômica que tem dado resultado. Para ele, a facilitação de crédito promovida pelo governo federal aqueceu o mercado imobiliário. "Resultado disso são essas quase dez mil novas vagas", pontuou.
Em toda a Bahia, o setor da construção civil foi o que mais empregou no acumulado do ano, com um saldo positivo de 9.023 trabalhadores admitidos. Depois, vieram o setor de serviços (6.377), agropecuária (4.950) e indústria de transformação (3.781). No mês de abril, o setor recordista foi o agropecuário, com 3.634 novas vagas. Em seguida, vieram os setores de serviços (2.793), indústria de transformação (2.600) e construção civil (2.390).
TAXA DE DESEMPREGO - Nenhum dos dois economistas acredita, no entanto, que os quase 3300 novos postos de trabalho criados em abril devam causar um grande impacto na taxa de desemprego registrada na Região Metropolitana de Salvador. De acordo com a última pesquisa sobre o tema, datada de março, a RMS possui um nível de desemprego de 21%, seis pontos acima da média das regiões pesquisadas.
As outras regiões metropolitanas pesquisadas são as de Belo Horizonte (11,4%), Porto Alegre (11,7%), São Paulo (14,3%), Distrito Federal (18,2%) e Recife (19,%).
BRASIL - Em todo o país, de acordo com dados do Caged, foram gerados, nos quatro primeiros meses do ano, 848.962 empregos com carteira assinada, o que equivale a uma expansão de 2,93% no número de trabalhadores registrados. No último ano, o crescimento foi de 6,29% no emprego formal. Com relação ao mês anterior, o aumento foi de 1%, com a criação de 294.522 postos de trabalho.
