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Governo vai negociar o reajuste dos aposentados

O Ministério da Previdência quer negociar com as entidades de aposentados uma política de reajuste para os benefícios com valor acima do mínimo. A primeira reunião acontece na próxima semana.

Se houver um acordo, o governo deve apresentar a proposta ao Congresso para que ela substitua a emenda do projeto de lei que dá o mesmo percentual de reajuste para quem recebe o piso e os que têm um benefício maior.

A emenda foi aprovada no começo do mês passado no Senado e aguarda a votação na Câmara dos Deputados.

Ontem, o secretário-executivo do Ministério da Previdência Social, Carlos Eduardo Gabas, esteve em São Paulo para conversar com os representantes dos aposentados.

O secretário defende um reajuste que leve em conta o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) e uma percentual do crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). "O aposentado deve brigar para participar do crescimento econômico do país. Há um espaço para negociar um reajuste composto pela inflação e uma parte do PIB", comentou.

Atualmente, o INSS paga 25,3 milhões de benefícios. Deste total, 17,2 milhões recebem até R$ 415. Para o aumento do mínimo, que foi de 9,21% neste ano, o governo já leva em conta a inflação e o crescimento do PIB.

De acordo com Gabas, o piso do INSS não será desvinculado do mínimo. "Não existe a menor condição de se separar o piso do INSS do reajuste do salário mínimo. Desse modo, quem ganha menos no INSS vai se beneficiar da política que o governo planejou para a valorização do mínimo."

Neste ano, os 8,1 milhões de aposentados que recebem mais que o piso do INSS tiveram um reajuste de 5%.
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