Greve cresce e fecha 702 agências na Bahia e Sergipe no terceiro dia
A adesão à greve dos bancários continua crescendo na Bahia e
Sergipe. Nesta quinta-feira (20/9), terceiro dia do movimento, os trabalhadores
paralisaram 702 agências nos dois estados, um acréscimo de 322 unidades desde o
primeiro dia do movimento. Na Bahia, já são 559 agências fechadas na capital e
no interior e em Sergipe, 143.
Todos os sindicatos filiados à Federação dos Bancários da
Bahia e Sergipe – Feebbase estão mobilizados para a paralisação. Na base do
sindicato da Bahia, 288 agências estão fechadas; de Vitória da Conquista, 58;
de Feira de Santana, 33; de Ilhéus, 20; de Irecê, 30; de Jacobina, 22; de
Jequié, 17; de Itabuna, 30; de Camaçari, 13; de Barreiras, 26; e de Juazeiro,
22. Na base do Sindicato de Sergipe, permaneceram fechadas 143 agências.
“Como era esperado, o
movimento vem crescendo a cada dia e já estamos, inclusive, com o número maior
de agências fechadas que no ano passado. Isso mostra a insatisfação da
categoria com os patrões”, afirma o presidente da Federação dos Bancários da
Bahia e Sergipe, Emanoel Souza.
Alguns sindicatos realizaram assembleias para avaliar o
movimento nesta quinta-feira, mas mantiveram a greve, já que os banqueiros não
apresentaram nenhuma nova proposta à pauta de reivindicação da categoria. O
rumo do movimento será definido nesta sexta-feira às 14h, em São Paulo, na reunião do
Comando Nacional dos Bancários.
Os bancários querem 10,25% de reajuste, valorização do piso salarial, participação nos lucros e resultados (PLR) maior, mais empregos e fim da rotatividade, melhores condições de saúde e trabalho, mais segurança nas agências e igualdade de oportunidades. A categoria está em greve, por tempo indeterminado, desde o dia 18 de setembro, depois de cinco rodadas de negociação com os bancos, que apresentaram a proposta de 6% de aumento (apenas 0,58% de aumento real), rejeitada pelos bancários em assembleias em todo o país.
