Greve dos bancários fecha 8.951 agências no 11º dia e pressiona Fenaban
Os bancários estão indignados com o silêncio e a hipocrisia dos bancos. Se de um lado eles não marcam nova negociação e sequer respondem à carta enviada pelo Comando Nacional na terça-feira (4), de outro divulgam informações falsas para confundir os bancários e a sociedade ao dizer que as negociações continuam e que estão abertos ao diálogo.
A greve da categoria já é a maior nos últimos 20 anos, superando o pico de 2010, quando os bancários pararam 8.278 agências em todo país. Os bancários entraram em greve no dia 27 de setembro, depois de rejeitarem a proposta de reajuste de 8% feita pela Fenaban na quinta rodada de negociações, que significa apenas 0,56% de aumento real.
Os trabalhadores reivindicam reajuste de 12,8% (aumento real de 5% mais inflação do período), valorização do piso, maior Participação nos Lucros e Resultados (PLR), mais contratações, extinção da rotatividade, fim das metas abusivas, combate ao assédio moral, mais segurança, igualdade de oportunidades, melhoria do atendimento dos clientes e inclusão bancária sem precarização, dentre outros itens.
