Greve geral foi um completo êxito democrático, avaliam centrais espanholas
Segundo as duas centrais sindicais, cerca de 77% das categorias convocadas aderiram à greve geral. Entre os trabalhadores da indústria e da construção, o índice chegou a 97%.
“Exigimos que o governo converse conosco para mudar o conteúdo dessa reforma. Em caso contrário, se insistir em arruinar três décadas de diálogo social, haverá conflito pelo tempo que for necessário. Está nas mãos do governo a chance de evitar que essa situação se prolongue”, analisou o dirigente da CCOO.
A greve geral foi o primeiro grande desafio às medidas de austeridade e reformas do primeiro-ministro Mariano Rajoy. O movimento atraiu o apoio do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que esteve no poder até dezembro e representa a maior oposição no Parlamento, e também do bloco Esquerda Unida.
O pacote de medidas que se constitui em uma reforma trabalhista tem como objetivo tornar mais fácil para as empresas demitir e contratar funcionários. Para o governo, será uma forma de reduzir a taxa de desemprego no país, que é de 23% – a maior da zona do euro.
Com informações das centrais espanholas
