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Greve melhora PLR com 7,5% na regra básica e 14,28% na parcela adicional

A nova proposta apresentada pela Fenaban na negociação de segunda-feira, dia 11, ao Comando Nacional dos Bancários, prevê que o valor fixo da regra básica da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) será reajustado em 7,5%. Assim, caso seja aprovada nesta quarta-feira, dia 13, nas assembleias dos sindicatos em todo país, a PLR deverá ser de 90% do salário mais o valor fixo de R$ 1.100,80, com teto de R$ 7.181.

Caso essa distribuição não atinja 5% do lucro líquido, o montante deverá ser majorado até atingir esse percentual mínimo, limitado a 2,2 salários, com teto de R$ 15.798,20. Para a parcela adicional de 2% do lucro líquido do primeiro semestre a ser distribuída entre os funcionários, o teto passa de R$ 2.100 a R$ 2.400, um crescimento de 14,28%. Dessa forma, segundo projeções dos balanços do primeiro semestre deste ano, os funcionários do Bradesco, Itaú Unibanco e Santander devem receber a PLR "cheia" de 2,2 salários e o adicional de R$ 2.400.

Antecipação da PLR

Em sendo aprovada na assembleia, será paga antecipação da PLR e do adicional em até dez dias corridos após a assinatura do acordo coletivo. Assim, haverá o crédito de 60% da regra básica e que corresponde a 54% do salário mais R$ 660,48, com teto de R$ 4.308,60.

Na primeira parcela do adicional haverá a distribuição de 2% do lucro líquido do primeiro semestre podendo chegar a R$ 1.200.

Santander

Pela projeção do lucro do primeiro semestre deste ano, a PLR dos trabalhadores do Santander deve ser maior em relação ao ano anterior, chegando a 2,2 salários, com teto de R$ 15.798, além do valor adicional de R$ 2.400.

Isso porque o banco espanhol não poderá utilizar a amortização com a compra do Banco Real na base do cálculo para apurar os valores da PLR e do adicional dos funcionários.

Assim, a instituição passará a aplicar o balanço apurado com base nas regras internacionais, cujos números já vinham sendo amplamente divulgados para os acionistas e a sociedade brasileira. O lucro no primeiro semestre foi de R$ 3,529 bilhões, um crescimento de 44,3% frente aos R$ 2,445 bilhões da primeira metade do ano passado.
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