Greve nas universidades: Sindicato de Conquista pede abertura das negociações
Os protestos também são conta o decreto 12.853, que trava a autonomia
da universidade no que toca à contratação de professores substitutos, ao
afastamento de docentes para aperfeiçoamento, e à revisão de planos de
cargos e salários nas instituições, além de outras medidas que engessam o
funcionamento das universidades. A categoria tem o apoio dos alunos,
também mobilizados contra o decreto.
Contudo, a categoria não consegue discutir a pauta de reivindicações
com o Governador, que segundo o presidente da Associação dos Docentes da
Universidade Sudoeste da Bahia (Adusb), se nega a negociar com os
professores parados. E além de não negociar, suspendeu o salário dos
professores, de maneira arbitrária, uma vez que a greve não foi
considerada ilegal pela justiça.
Solidário à causa dos professores e objetivando a resolução do impasse,
o Sindicato dos Bancários enviou uma carta ao Governador Jacques
Wagner, solicitando que as negociações fossem retomadas. Citando um
trecho da carta, “a greve é o instrumento de luta da classe trabalhadora
e a solução desse impasse se dá pelo diálogo e não pela repressão aos
trabalhadores”.
Em resposta, o Sindicato recebeu missiva assinada pela secretária do
Governador, informando o recebimento e relatando que “o pedido foi
encaminhado à secretaria competente para análise técnica e posterior
decisão acerca da viabilidade do mesmo.”
Enquanto isso, os milhares de estudantes das universidades públicas
estaduais continuam sem aulas, os professores sem salários e
desvalorizados e a sociedade a mercê dos mandos e desmandos dos
governantes.
