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Greve no BNB continua

 
 
A greve nos bancos públicos e privados continua no dia de hoje, 30 de setembro, quinta-feira. No BNB, até as 10 horas de hoje, noventa e cinco (95) agências e/ou ambientes do Banco haviam paralisados suas atividades, parcial ou totalmente.


Diretor da AFBNB, Alci Lacerda, fala durante manifestação em frente à agência Fortaleza/Centro

A adesão em grande quantidade logo no início do movimento grevista apenas reforça o que já sabíamos de cor e salteado: os funcionários do BNB não agüentam mais tanto descaso, tanta letargia e desinteresse com suas reivindicações, que já estão senis, de tão longa data.

Os funcionários do Banco do Nordeste têm motivos de sobra para aderirem à greve. Demandas antigas do funcionalismo não são atendidas pelo Banco, ano após ano. Questões como a
recuperação das perdas salariais; revisão do Plano de Cargos e Remuneração (PCR); piso salarial de acordo com o salário mínimo proposto pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE); convocação dos concursados, além da já mastigada e alardeada aos quatro cantos isonomia de tratamento para todos os funcionários

O Banco sempre vem com a mesma ladainha, de que não pode atender às demandas porque não tem recursos suficientes para tais reivindicações. Ano após ano a estratégia é a mesma: tentar arrefecer o movimento, “matar no cansaço”. Convém, então, aqui informar que o
Banco de Brasília (BRB) apresentou proposta de 12% de reajuste no vencimento padrão e benefícios; reajuste de 20,62% na gratificação de caixa; garantia de emprego para todos os funcionários; incorporação de função para todos os funcionários com mais de 10 anos de comissionamento; enfim, propostas dignas para a categoria, que as aceitou. E por que não propostas dessa ordem no BNB? Diante de tantos lucros, de tão bons resultados financeiros, por que, mais uma vez, não ceder aos anseios dos funcionários? Por que não apresentar uma proposta condizente com um banco de desenvolvimento? Ficam os questionamentos; infelizmente, ainda sem respostas.

A Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB) está, como de praxe, participando ativamente do movimento grevista. A entidade afirma que a greve é uma forma legítima, amparada em Lei Federal (nº 7783, de 28 de julho de 1989), de reivindicação e pressão sobre os patrões - no caso, o Banco -, quando as negociações formais e as demandas que se pretende não são atendidas satisfatoriamente, o que ocorre mais uma vez no BNB.


Agora é importante fortalecer o movimento, para que o Banco perceba o descontentamento da categoria e transija às reivindicações. A hora é de mobilização e união. Faz-se de grande importância, portanto, a participação ativa nos piquetes, nas assembléias, e em toda e qualquer atividade que robusteça o movimento.


O momento é também de estar em sintonia com a Associação e os sindicatos de sua base. É crucial para o sucesso do movimento não recuar diante das tentativas de intimidamento que, por ventura, surjam de alguns gestores. Essa é a hora em que o assédio e o autoritarismo saem do obscurantismo e vêm à tona para solapar uma luta legítima pelos direitos dos trabalhadores: a greve. 


Quadro da greve no BNB (até às 10h)
Confira o quadro da paralisação no BNB, atualizado até às 10h de hoje. Conclamamos também todos os funcionários a aderirem ao movimento, reforçando a luta e pressionando o Banco a ceder às nossas reivindicações históricas, tais como reposição das perdas passadas, revisão imediata do Plano de Cargos e Salários (PCR), piso salarial, no mínimo, de acordo com o estabelecido pelo DIEESE e ISONOMIA. Reforçamos o pedido de ajuda aos representantes/funcionários do BNB na atualização dos dados. Pedimos também que nos enviem fotos das mobilizações.

AL –
Maceió Farol, Maceió Centro, Superintendência, Recuperação de Crédito, Central de Retaguarda, Arapiraca, Batalha, Santana do Ipanema (parcial), Mata Grande (parcial).

BA –
Salvador Barra, Salvador Comércio, Salvador Pituba, Conceição do Coité, Central de Retaguarda, Central Operacional, Superintendência, Controle Interno, URC, Alagoinhas, Itapetinga, Vitória da Conquista, Camaçari, Simões Filho, Cícero Dantas, Barreiras, Correntina (parcial), Santo Antônio de Jesus, Santa Maria da Vitória, Feira de Santana, Juazeiro, Irecê e Morro do Chapéu.

CE –
Fortaleza Bezerra, Fortaleza Aldeota, Fortaleza Montese, Fortaleza Maracanaú, Brejo Santo (parcial), Canindé (parcial), Crato, Campos Sales (apenas os gestores não aderiram), Juazeiro, Itapipoca (parcial), Tauá (parcial). No Passaré, Universidade Corporativa (parcial), Tecnologia da Informação, Central de Retaguarda, Central de Cadastro e Responsabilidade Socioambiental (parcial).

MA –
São Luiz Centro, CENOP, Central de Retaguarda, Renascença, Caxias(parcial), Imperatriz, Açailândia.

PE
– Recife Agamenon Magalhães, Recife Domingos Ferreira, Recife Centro, CRO, Garanhuns, Goiana, Caruaru, Bezerros, Petrolina.

PB
– João Pessoa Centro, João Pessoa Epitácio Pessoa, CENOP, Pombal, Itaporanga, Guarabira, Alagoa Grande, Campina Grande (parcial), Catolé do Rocha, Patos e Sousa.

PI
– Teresina Centro, Teresina João XXIII, Campo Maior, Piripiri, Valença.

RN
– Natal Centro, Natal Prudente de Morais, Central de Retaguarda, CENOP, Central de Apoio Operacional, Central de Controle Interno, Assu, Parnamirim e Caicó.

SE
– Aracaju Centro, Aracaju Siqueira Campos, Boquim, Estância, Lagarto, Laranjeiras, Nossa Senhora das Dores e Tobias Barreto.


À luta, companheiros! O movimento não pode parar!
 
Fonte: AFBNB
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