Greve nos Correios atinge os 26 estados e o DF
Funcionários dos Correios do Rio de Janeiro, da região metropolitana de São Paulo, do Tocantins e do Maranhão, decidiram aderir à greve após assembleia realizada na noite da última terça-feira (26/9). Com isso a paralisação agora atinge todos os 26 estados do país, mais o Distrito Federal.

A greve foi aprovada por quase todos os sindicatos de trabalhadores dos Correios do Brasil, apenas a região de Bauru não aceitou a paralisação.
Entre as reivindicações, a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares) pede reajuste salarial de 8% e aumento de outros benefícios. Por outro lado, a Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios) manteve negociações até o início desta semana, por isso entrou em greve depois. Ela afirma que a proposta apresentada pelos Correios prevê reajuste salarial de 3% só em janeiro de 2018, ponto que impossibilita o fechamento de um acordo.
Os sindicatos querem que o reajuste seja retroativo à data-base da categoria, que é 1º de agosto. As federações também são contra a privatização dos Correios.
Os Correios afirmaram em nota que sua rede de atendimento estava aberta em todo o país e que os demais serviços, inclusive o Sedex e o PAC, continuavam sendo postados e entregues em todos os municípios do país, sem exceções.
Na segunda-feira (25/9), o TST (Tribunal Superior do Trabalho) concedeu liminar determinando que os sindicatos garantam no mínimo 80% dos trabalhadores em cada unidade dos Correios, sob pena de multa de R$ 100 mil por dia se isso for descumprido.
A conta não chegou, e agora?
Entidades de defesa do direito do consumidor alertam que, mesmo com a greve, os clientes devem pagar em dia contas quem chegarem atrasadas para evitar multas.
"Se não receber boletos bancários e faturas, por conta da greve, o consumidor deverá entrar em contato com a empresa credora, antes do vencimento, e solicitar outra opção de pagamento, a fim de evitar a cobrança de eventuais encargos, negativação do nome no mercado ou ter cancelamentos de serviços", afirma o Procon-SP.
O Procon também informou que é responsabilidade das empresas que enviam cobranças via Correios oferecer outra forma de pagamento, como a emissão de uma segunda via pela internet, ou depósito em conta ou o envio da fatura por fax ou e-mail.
Para o Proteste, caso a empresa não ofereça uma alternativa, ela deve prorrogar o vencimento da conta.
