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Greve nos Correios continua forte e empresa recorre ao TST

Em assembleias realizadas nesta sexta-feira na Praça da Sé, em São Paulo, os trabalhadores em greve da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) avaliaram a contraporposta do Comando Nacional que será apresentada á empresa na próxima rodada de negociações e decidiram manter a paralisação que teve início às zero hora da última quarta-feira (16). 

A contraporposta descarta a possibilidade do acordo ser bianual e reivindica reajuste salarial de 9%, aumento linear de R$ 300,00 para todos os funcionários, vale-refeição de R$ 23,00, cesta básica de R$ 130,00 e não desconto dos dias parados.

O que mais causa rejeição à proposta da empresa, e que está sendo decisivo para a continuidade da greve, é o acordo valer pelos próximos dois anos. Os funcionários exigem que o acerto valha somente até o ano que vem.

Os trabalhadores também não aceitam a inclusão do banco de horas no Acordo Coletivo de Trabalho, defendem a de redução da jornada de trabalho e contratação de mais servidores por concurso, fim da terceirização, auxílio creche e educação, reintegração dos demitidos, participação nos lucros, entregas de correspondência no período da manhã e fim dos assédios morais e sexuais.

A proposta dos Correios valeria para os próximos dois anos, oferecendo aumento salarial de 9, reajuste linear de R$ 100, aumento no valor do vale-refeição de R$ 21,50 por dia e no vale-transporte de R$ 110.

Em assembleias realizadas ontem, a maioria dos sindicatos, 35 em todo o país, rejeitou a proposta. Segundo a Fentect (Federação nacional dos Trabalhadores em Correios) apenas cinco sindicatos aceitaram a proposta e os trabalhadores encerraram a greve nesta sexta-feira. São eles: Estado da Bahia, Estado do Rio Grande do Norte, Santa Maria (RS), Bauru (SP) e Ribeirão Preto (SP).

Apesar da volta ao trabalho, porém, o serviço postal dessas cidades e Estados deve continuar prejudicado nos casos em que as remessas vierem de lugares onde a categoria ainda está parada.

Os Correios anunciaram hoje que vão recorrer ao TST (Tribunal Superior do Trabalho) contra a greve, com o argumento de que não pode avançar nas negociações.

Segundo a empresa, a manutenção da greve implicará também em descontos dos dias parados . Na sua proposta recusada ontem pelos trabalhadores, a ECT se compromete a não fazer os cortes caso a greve fosse encerrada.

Para que a greve continue, é preciso que pelo menos 18 dos 35 sindicatos da categoria rejeitam a proposta da ECT, que prevê reajuste salarial de 9% válido por dois anos.

Apesar da greve nacional deflagrada pelos funcionários dos Correios, muitas agências da cidade atendem o público, especialmente as franqueadas, ainda que com número reduzido de funcionários.

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