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Holandeses ABN Amro e Fortis vão demitir ao menos 4.000 após fusão

Em nota divulgada nesta terça-feira, os bancos afirmaram que as demissões devem atingir de 5.500 a 6.500 funcionários


O banco ABN Amro e o belga-holandês Fortis anunciaram a demissão de ao menos 4.000 funcionários em todo o mundo como parte dos planos de reestruturação do grupo. Nacionalizados pelo governo holandês em meio à crise financeira, as duas companhias tiveram sua fusão aprovada em novembro do ano passado.

Em nota divulgada nesta terça-feira, os bancos afirmaram que as demissões devem atingir de 5.500 a 6.500 funcionários e serão seguidas de um plano de contratação de até 1.500 novos empregados. Não foram definidas as unidades onde serão feitos os cortes.

Juntas, as duas empresas têm 67 mil colaboradores --57 mil do ABN Amro e 10 mil do Fortis.

A medida visa a uma economia de 1 bilhão a 1,3 bilhão de euros (US$ 1,7 bilhão). Ao fim do processo, a empresa criada manterá apenas o nome ABN Amro, segundo o porta-voz.

"Calculamos que a fusão do Fortis com o ABN Amro custará vários empregos até 2012, mas, por outro lado, levará a um aumento de 1.500 empregos fixos", afirmou Jeroen van Maarschalkerweerd, porta-voz do ABN Amro.

O gigante financeiro belga-holandês Fortis, vítima da crise financeira, foi desmantelado em outubro de 2008 após a nacionalização das atividades holandesas pelo governo da Holanda, incluindo os ativos do ABN Amro, por um valor de 16,8 bilhões de euros (US$ 22,8 bilhões).

France Presse e Reuters

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