IBGE: taxa desemprego cai a 6,1% em outubro e é a menor desde 2002
A taxa de desemprego apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE) nas seis principais regiões metropolitanas do País
ficou em 6,1% em outubro, ante 6,2% em setembro, de acordo com dados da
Pesquisa Mensal de Emprego
(PME) divulgada nesta quinta-feira, 25. Segundo o IBGE, o índice mensal
é o menor registrado na série histórica, iniciada em março de 2002.
Na Região Metropolitana de Salvador (RMS), a taxa de desocupação foi
estimada em 9,9%, permanecendo estável no comparativo mensal e anual. De
acordo com a pesquisa, 192 mil pessoas estavam desocupadas na RMS no
mês de outubro. No período analisado, 51,9% da população ativa
encontrava-se ocupada, 5,7% desocupada e 42,4% não economicamente ativa.
As regiões metropolitanas de Salvador, Belo Horizonte, Recife, Rio de
Janeiro, São Paulo e Porto Alegre possuem 1,4 milhão de pessoas
desocupadas no total. O índice se manteve estável em relação ao mês de
setembro, mas os dados indicam queda de 17,6% em comparação com outubro
de 2009, o que significa menos 309 mil pessoas à procura de trabalho.
A população ocupada, por sua vez, foi estimada em 22,3
milhões
de pessoas, mantendo a estabilidade em relação ao mês de setembro e com
alta de 3,9% em comparação com o ano passado. De acordo com a pesquisa,
mais 805 mil postos de trabalho com carteira assinada foram criados nas
seis regiões metropolitanas pesquisadas em relação a outubro de 2009.
O
resultado
veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas, que esperavam
taxa de desemprego entre 5,90% e 6,40%. A mediana das expectativas
estava em 6,10%. Em outubro do ano passado, a taxa havia sido de 7,5%. O
rendimento médio real (descontada a inflação) dos trabalhadores
registrou variação positiva de 0,3% em outubro ante setembro e alta de
6,5% na comparação com outubro do ano passado.
Rendimento
- O IBGE também calculou o rendimento médio real habitual dos trabalhadores no valor de R$1.515,40, o que representa estabilidade na comparação mensal e aumento de 6,5% no ano.
Entre as seis capitais pesquisadas, o trabalhador soteropolitano possui o
segundo pior rendimento médio real habitual, no valor de R$1.297,60. A
capital baiana só perde para Recife, cujo rendimento médio real habitual
dos trabalhadores foi calculado em R$1.143,20. Os trabalhadores de São
Paulo (R$1.610) e Rio de Janeiro (R$1.600,60) possuem os melhores
rendimentos.
*Com informações da Agência Estado.
