Informalidade derruba consumo e ameaça PIB
O aumento da informalidade no mercado de trabalho, impulsionada pela reforma trabalhista, derrubou a renda dos brasileiros. Sem carteira assinada, as famílias não têm confiança para voltar a consumir, o que deve comprometer o resultado do PIB brasileiro.
Segundo especialistas, a renda média dos sem carteira e de pequenos empreendedores é de metade da renda dos formais, já descontada a inflação.
Com Michel Temer, em 2017, foram criadas 1,8 milhão de vagas— todas no setor informal. Ao mesmo tempo foram perdidas 685 mil vagas com carteira assinada.
Choque de realidade
Estudo da consultoria de Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, busca entender por que projeções de consumo vinham negligenciando esse efeito. A equipe de Pastore considera revisar a projeção de crescimento para 2018, ainda em 3%.
A expectativa é que fique próxima de 2,5%. O melhor comportamento do varejo em 2017, avalia-se hoje, pode ter sido provocado pela liberação de R$ 44 bilhões do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), pois parte foi para compras.
O sinal de alerta veio com o desempenho pífio do consumo das famílias nos últimos três meses do ano. Com 65% do PIB (Produto Interno Bruto), o consumo determina o que ocorre na economia.
Fonte: Brasil 247.
