Instituições financeiras contratam em marcha lenta
Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, do Ministério do Trabalho e Emprego), dos 1.574.216 empregos formais criados no país nos primeiros nove meses do ano, 667.166 (42%) estão no setor de serviços. As instituições financeiras são responsáveis por apenas 8 mil, o que representa 1,19% do setor e 0,5% do total do país.
O segundo segmento que menos contratou no setor de serviços foi Transportes e Comunicações, com saldo de 78.396, quase 10 vezes mais do que o das instituições financeiras. O que mais abriu postos formais foi o de corretores de imóveis, com 188.443, seguido pelo de hotelaria, com 184.671, ambos montantes 23 vezes maiores.
Antepenúltimo lugar – Na comparação com os outros setores classificados pelo Caged (Extrativa Mineral, Indústria de Transformação, Serviços Industriais de Utilidade Pública, Construção Civil, Comércio, Administração Pública e Agricultura), o cenário é semelhante. As instituições financeiras ficam no vexatório 26º lugar de 28 segmentações, à frente apenas das indústrias de papel e papelão (5.509) e de materiais de transporte (3.554), ambos segmentos do setor Indústria de Transformação.
Reivindicação - A questão do emprego foi uma das principais reivindicações da Campanha Nacional Unificada 2012. Os bancos, no entanto, disseram na mesa de negociação que os bancários não estão preocupados com isso e que o baixo nível de contratações no setor deve-se a “ajuste, uma prática normal de mercado”. A Fenaban deixou o tema para ser discutido pontualmente pelas instituições financeiras. Carta já foi enviada a cada uma delas, cobrando mais contratações e a retomada dos debates.
De forma geral os bancos contratam pouco ou demitem muito, como o Itaú que extinguiu 9 mil postos de trabalho em um ano (entre os meses de junho de 2011 e 2012). A exceção é a Caixa Federal, que está contratando graças ao compromisso conquistado pelos trabalhadores nas campanhas unificadas.
SEEB-SP
