Itaú é condenado a indenizar bancária em R$ 2,2 milhões
Uma bancária que contraiu LER (Lesão por Esforço Repetitivo) conseguiu finalmente ter seus direitos reconhecidos. O Itaú foi condenado a pagar para ela R$ 2,2 milhões por danos morais e materiais. A decisão foi tomada pela 2ª Vara do Trabalho de Campinas, em São Paulo, que chegou a essa conclusão devido as cobranças excessivas que ocorriam no banco durante seu período de trabalho.
A funcionária trabalha no banco desde 1987 e começou a sentir dores no braço em 1997. No ano de 2005, teve seu afastamento definitivo por invalidez. Essa vitória de 2016 foi após muito tempo de luta na justiça.
Inúmeros casos parecidos com o da trabalhadora do Itaú tem acontecido nas organizações financeiras. As lesões no ambiente de trabalho causados pelo esforço repetitivo acontecem, sobretudo, em função da cobrança por metas inatingíveis e por conta da ausência de estrutura para o desempenho das atividades laborais.
Assim como essa bancária conseguiu um resultado justo para sua situação, outro bancário que esteja sendo desrespeitado também pode conseguir. Basta não se calar diante das situações abusivas que estão aumentando nas instituições financeiras, e não desistir diante das burocracias que possam surgir durante o processo de reconhecimento dos seus direitos, pois a vitória de um pode motivar a luta de muitos outros.
